O longa de Fernando Meirelles liderou enquete do jornal O Globo, superando “Ainda Estou Aqui” e “O Som ao Redor”; também figura entre os 15 melhores filmes do século XXI na lista do New York Times.
O clássico do cinema nacional “Cidade de Deus” (2002), dirigido por Fernando Meirelles e Kátia Lund, foi apontado como o melhor filme brasileiro do século XXI em uma votação recente do jornal O Globo, que contou com a participação de mais de 100 cineastas de destaque no Brasil, entre nomes como Walter Salles, Anna Muylaert e Kleber Mendonça Filho.
No pódio, “Ainda Estou Aqui” (2024), de Walter Salles, aparece em segundo, seguido por “O Som ao Redor” (2012), de Kleber Mendonça Filho.
“Cidade de Deus” já vinha colecionando reconhecimentos internacionais. Em junho de 2025, foi classificado como o 15º melhor filme do século XXI na lista do The New York Times, sendo o único brasileiro entre os 100 selecionados. A escolha levou em conta a opinião de mais de 500 profissionais do cinema, entre atores, diretores e críticos.
O New York Times destacou a complexidade narrativa, estilo visual impactante e a intensidade do elenco do filme — que, em palavras do ator Chiwetel Ejiofor, “faz você sentir o calor, o suor, a pressão, as ruas”. Já Patton Oswalt recordou uma cena memorável: “eles dançam improvisado, toca ‘Kung Fu Fighting’, e a multidão vibra – é trágico, tenso, extraordinário”.
Além disso, a crítica internacional também reforçou a força estética de “Cidade de Deus”: montagem frenética, fotografia marcante, elenco composto majoritariamente por jovens atores não profissionais, todos naturais do Rio de Janeiro, conferem autenticidade e urgência à narrativa. O filme é frequentemente citado como influência e referência em festivais e universidades — e segue sendo inspiração para novos realizadores.
Em resumo, mesmo passados mais de 20 anos desde seu lançamento, “Cidade de Deus” continua no centro do debate artístico e cultural — uma obra que traduz com poder e velocidade as complexidades da favela carioca.