Com estreia recorde de 200 milhões de dólares, o filme foca nos primeiros anos do Rei do Pop e prepara terreno para uma continuação.
O tão esperado filme “Michael”, que conta a história de um dos maiores ídolos da música mundial, chegou aos cinemas com números impressionantes. Logo no primeiro final de semana, a produção arrecadou mais de US$ 200 milhões ao redor do mundo, garantindo seu lugar entre os maiores lançamentos de 2026. No entanto, o sucesso financeiro veio acompanhado de debates acalorados entre os críticos de cinema e os fãs.
Interpretado por Jaafar Jackson — que é sobrinho do próprio Michael na vida real —, o longa tem sido elogiado pelo público pela performance fiel e emocionante. Por outro lado, parte da crítica especializada não poupou palavras duras, chegando a classificar a obra como superficial. No site Rotten Tomatoes, por exemplo, a aprovação dos críticos ficou bem abaixo do esperado, enquanto os espectadores seguem lotando as salas de cinema.
Por que a história parece incompleta? Muitos fãs estranharam o fato de o filme não mostrar toda a trajetória do cantor. A explicação é simples: “Michael” foi planejado para retratar apenas uma parte da vida do astro. Este primeiro longa foca na infância com o grupo The Jackson 5 e vai até meados de 1988, fase em que ele se consolidou definitivamente como uma estrela solo.
Momentos icônicos da década de 90 e dos anos 2000 ficaram de fora propositalmente. Segundo a produção, a ideia é não apressar a narrativa e preservar os detalhes da história. Por isso, uma continuação já está confirmada (e inclusive já foi gravada), prometendo mostrar os anos seguintes de sua carreira e vida pessoal.
Além das escolhas de roteiro, o filme enfrentou alguns desafios de bastidores. Nomes importantes ligados a Michael, como a irmã Janet Jackson e a amiga de longa data Diana Ross, não aparecem na produção devido a questões jurídicas e de autorização de imagem. Mesmo com essas ausências e as críticas divididas, o fenômeno “Michael” prova que o legado do Rei do Pop continua mais vivo do que nunca.