Aos 58 anos, atriz admite ter sido “muito inconsequente”, mas celebra maternidade inesperada e compartilha aprendizados com força da menopausa
Aos 58 anos, a renomada atriz, bailarina e produtora teatral Claudia Raia abriu o coração ao participar do programa Saia Justa (GNT) no dia 30 de julho de 2025, onde revelou que considerou inconsequente a decisão de engravidar aos 55 anos — durante a menopausa — e disse não se arrepender dessa escolha que mudou sua vida.
Ela explicou que a gestação foi planejada via fertilização in vitro (FIV), mas os tratamentos não funcionaram. No entanto, os hormônios utilizados para a tentativa deram um impulso no organismo, e ela acabou ovulando naturalmente, engravidando sem intervenção médica — algo que classificou como raro. “Eu fui muito inconsequente… os hormônios que tomei deram um ‘boost’ e de repente engravidei”, afirmou, destacando que só agora consegue dimensionar a complexidade desse processo.
.
A atriz relatou que diversas pessoas — inclusive profissionais da saúde — a desencorajaram, afirmando que poderia ser algo perigoso, até fatal. Ela ressaltou que toda gravidez envolve riscos e que aqueles que criticaram sua decisão muitas vezes ignoram isso. “Todo mundo falava que eu tinha idade para ser avó… que meu corpo não voltaria. Não sou refém dos comentários, mas sim da minha coragem”, disse.
Claudia também compartilhou como a menopausa impactou sua vitalidade e identidade. Antes sempre energética e animada, ela sentiu-se, em alguns momentos, desconectada de si mesma. Ao reencontrar seu equilíbrio, descobriu uma força renovada. “Que bom que sou inconsequente, que tive coragem… não me arrependo um minuto sequer”, concluiu.
A entrevista reacendeu debates sobre maternidade tardia, o papel dos hormônios, os potenciais riscos à saúde — física e emocional — e o julgamento social enfrentado por mulheres que decidem ter filhos após os 50 anos. Claudia Raia, com sua trajetória sólida no teatro, na TV e no cinema — reconhecida como a “Rainha dos Musicais” no Brasil — reafirma a importância de escolhas conscientes, mas também de escuta interna e ousadia pessoal