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Como identificar se o seu esmalte em gel tem compostos proibidos pela Anvisa

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Dois ingredientes com risco à saúde — agora banidos no Brasil — estavam sendo usados em esmaltes em gel: entenda quais são, por que foram proibidos e como se proteger ao escolher manicure

Nos salões ou em casa, os esmaltes em gel vêm ganhando popularidade: maior durabilidade, brilho intenso, praticidade. Contudo, nem todos os produtos usados no mercado estão sem risco — e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu um passo importante para reforçar a segurança do consumidor. Recentemente, foram proibidas duas substâncias químicas que estavam presentes em esmaltes em gel ou usados em unhas artificiais: o TPO (óxido de difenil (2,4,6-trimetilbenzol) fosfina) e o DMPT (N,N-dimetil-p-toluidina).

O que são essas substâncias e por que preocupam

  • O TPO é um “fotoiniciador”, ou seja, uma substância que participa do processo em que o gel endurece sob luz ultravioleta (UV) ou LED — ele ajuda a “curar” o esmalte, fixar a cor e dar resistência.
  • O DMPT também age em resinas ou sistemas de endurecimento, e ambos os compostos foram associados, em estudos internacionais (muitos deles com animais), a riscos como toxicidade para a reprodução (no caso do TPO) e possível câncer ou risco ocupacional para quem manipula ou está muito exposto (no caso do DMPT).
  • A União Europeia já proibiu o uso desses ingredientes em cosméticos para unhas, gel-unhas e afins. No Brasil, a Anvisa seguiu o mesmo caminho recentemente.

O que a proibição implica

Com essa norma, produtos cosméticos — incluindo esmaltes em gel — que contenham TPO ou DMPT não poderão mais ser fabricados, importados ou comercializados no Brasil. A Anvisa determinou que os responsáveis recolham os produtos que estiverem no mercado e que os registros desses itens serão cancelados.
Essa medida reforça: não é o esmalte em gel como técnica que é proibido, mas sim os que usavam essas substâncias consideradas inseguras. Há alternativas no mercado e os fabricantes vão (ou já estão) reformulando fórmulas para garantir segurança.

Como saber se o esmalte em gel que você usa é seguro

  1. Leia a lista de ingredientes no rótulo. Procure por nomes como “óxido de difenil (2,4,6-trimetilbenzol) fosfina” ou a sigla TPO, ou “N,N-dimetil-p-toluidina / DMPT”. Se constarem, o produto pode estar em desacordo com a nova norma.
  2. Prefira marcas que digam explicitamente “livre de TPO/DMPT” ou que tenham certificações de segurança. Marcas que anunciam “formulado sem fotoiniciador TPO” são uma boa pista.
  3. Pergunte no salão: quais produtos estão usando? O profissional sabe informar se o sistema de gel foi reformulado, quais composições são adotadas, se há selo ou registro.
  4. Procure o registro ou notificação do produto na Anvisa. A Anvisa disponibiliza consultas públicas para verificar se um cosmético está regularizado.
  5. Tenha atenção a outros riscos ao fazer unhas em gel: mesmo com ingredientes seguros, o uso frequente da luz UV/LED, a retirada brusca do gel, ou a má higiene do salão podem provocar enfraquecimento das unhas, infecções, ou outros danos.

Impactos para quem faz unhas e para os salões

Para quem vai ao salão ou aplica em casa, é um lembrete de que beleza não está dissociada da saúde. Benefícios como unhas duráveis e cor intensa são desejáveis, mas não podem ignorar a segurança. Salões que já atuavam com fórmulas reformuladas terão vantagem competitiva — quem demorar pode perder credibilidade ou até sofrer implicações regulatórias.
Para consumidores, é um momento de exigir transparência: perguntar marca, fórmula, certificações, e se é “gel tradicional” ou “em gel reformulado”. Essa transição também pode fazer com que os preços mudem — fórmulas novas, testes de segurança, materiais alternativos geralmente são mais caros.
Para a indústria, há desafios — adaptar fórmulas, rever fornecedores, treinar profissionais, atualizar fórmulas, validar a segurança. Mas também uma oportunidade de destacar a marca por meio de “gel seguro” ou “sem TPO/DMPT”.

O que você deve fazer agora

  • Se você tem esmaltes em gel em casa, verifique o rótulo. Se for de uma fórmula antiga que possa conter TPO ou DMPT e se você usa com frequência, avalie substituir.
  • Pergunte nos salões: qual é o produto que está sendo aplicado? Ele já foi reformulado para atender a nova norma da Anvisa?
  • Mantenha bons cuidados com as unhas: dar intervalos entre aplicações, permitir que as unhas respirem, e verificar se o salão segue boas práticas de higiene.
  • Fique atento às informações de saúde: se notar unhas muito finas, quebradiças, ou algum desconforto após a aplicação, leve isso em consideração.

Conclusão

A remoção de ingredientes como TPO e DMPT dos esmaltes em gel mostra que o setor de beleza está mudando para reforçar o cuidado com a saúde. Unhas bonitas podem — e devem — andar junto com segurança. Para o consumidor, esse é o momento de informação, pergunta e escolha consciente. E para a indústria de beleza, é hora de se alinhar a normas, transparentes e modernas.