Técnica é cada vez mais procurada por mulheres que desejam preservar a fertilidade; especialistas explicam como funciona e até quando é possível realizá-la.
O congelamento de óvulos tem ganhado destaque nos últimos anos como uma solução eficaz para mulheres que desejam adiar a maternidade por razões pessoais, profissionais ou de saúde. A técnica, que consiste em preservar os óvulos em laboratório, tem permitido que muitas mulheres planejem com mais liberdade o momento ideal para a gravidez.
Como funciona o congelamento de óvulos?
O procedimento começa com uma etapa de estimulação ovariana, em que a paciente toma medicamentos hormonais para estimular a produção de óvulos. Posteriormente, esses óvulos são coletados por meio de um procedimento minimamente invasivo e congelados em nitrogênio líquido a temperaturas extremamente baixas. O processo garante a preservação da qualidade dos óvulos, permitindo que sejam utilizados no futuro.
Segundo especialistas, os óvulos podem permanecer congelados por tempo indeterminado sem perder a qualidade. No entanto, é importante destacar que a idade da mulher no momento da coleta influencia diretamente na qualidade dos óvulos. “Quanto mais jovem a mulher realiza o congelamento, maior a chance de sucesso em uma futura fertilização in vitro”, explica a médica especialista em reprodução humana, Dra. Paula Lima.
Até quando é possível adiar a gravidez?
Embora o congelamento de óvulos seja recomendado para mulheres em idade reprodutiva, especialistas apontam que o procedimento é mais eficaz quando realizado até os 35 anos. Após essa idade, a qualidade e a quantidade de óvulos começam a diminuir consideravelmente.
A apresentadora e humorista Dani Calabresa, que recentemente revelou ter recorrido à técnica, destacou a importância de disseminar informações sobre o assunto. “É uma opção cara, mas que me dá tranquilidade para planejar minha vida. Acho importante as mulheres saberem que essa possibilidade existe”, comentou em entrevista recente.
O custo do procedimento
No Brasil, o congelamento de óvulos ainda é um procedimento de alto custo. Os valores podem variar entre R$ 12 mil e R$ 20 mil, dependendo da clínica e do número de ciclos necessários para a coleta de óvulos. Além disso, há uma taxa anual de manutenção para o armazenamento, que gira em torno de R$ 1 mil a R$ 2 mil.
Para muitas mulheres, o investimento vale a pena pela segurança de poder planejar a maternidade sem a pressão do relógio biológico. “É uma decisão que deve ser tomada com acompanhamento médico e muita informação. Apesar do custo, o benefício de preservar a fertilidade é inegável”, complementa a Dra. Paula Lima.
A crescente procura pelo congelamento de óvulos
Dados recentes indicam um aumento significativo na procura pelo procedimento, especialmente entre mulheres acima dos 30 anos. Este crescimento está relacionado a fatores como a busca por estabilidade profissional e financeira, além de avanços na medicina reprodutiva, que têm tornado a técnica mais acessível e eficaz.
A conscientização sobre o congelamento de óvulos é fundamental para que mais mulheres possam se beneficiar dessa tecnologia. “Planejar a maternidade é um direito, e a ciência está aí para nos ajudar a exercê-lo”, conclui Dani Calabresa, que segue incentivando o diálogo sobre o tema.