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Conheça a Orion, a nave que levará a humanidade de volta à Lua

Imagem: Nasa
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Com tecnologia de ponta e foco total na segurança dos astronautas, a cápsula da NASA é a peça-chave para missões espaciais de longa duração e futuras viagens a Marte

Mais de 50 anos após o fim do programa Apollo, o ser humano está, finalmente, arrumando as malas para voltar à Lua. Mas, desta vez, não iremos em naves como as do século passado. O “carro-chefe” dessa nova jornada é a Orion, uma espaçonave que combina a experiência de décadas da NASA com o que existe de mais moderno em engenharia aeroespacial. Se você sempre sonhou em entender como os astronautas vão sobreviver lá em cima, a Orion é a resposta.

Diferente de tudo o que já vimos, a Orion não foi feita apenas para uma visitinha rápida. Ela faz parte do programa Artemis, que tem o objetivo ambicioso de estabelecer uma presença humana sustentável na Lua e, quem sabe, usar nosso satélite natural como um “posto de gasolina” ou ponto de parada para chegar a Marte.

Um design familiar, mas com cérebro de última geração

Por fora, a cápsula Orion pode até lembrar as naves antigas por causa do seu formato cônico. No entanto, as semelhanças param por aí. Ela foi projetada para ser a nave mais segura e capaz já construída para voos tripulados.

  • Espaço interno: A Orion consegue carregar até quatro astronautas em missões de até 21 dias (ou até mais, se estiver acoplada a uma base). O espaço é otimizado para que a tripulação possa viver, dormir e trabalhar com o mínimo de conforto necessário no vácuo do espaço.
  • O Módulo de Serviço Europeu: Uma curiosidade interessante é que a Orion não “voa” sozinha. Ela conta com um módulo de serviço, fornecido pela Agência Espacial Europeia (ESA), que funciona como o coração da nave. Ele fornece eletricidade, água, oxigênio e controla a temperatura interna.

Segurança em primeiro lugar: O escudo térmico e o sistema de escape

Um dos maiores desafios de voltar do espaço é não queimar na reentrada. Quando a Orion retornar à Terra, ela atingirá a atmosfera a uma velocidade de quase 40 mil km/h, gerando um calor de aproximadamente 2.800°C — quase metade da temperatura do Sol! Para suportar isso, a base da nave possui o maior e mais avançado escudo térmico já criado.

Além disso, a Orion possui um sistema de “aborto de lançamento”. Se algo der errado nos primeiros minutos da decolagem, uma pequena torre no topo da nave é capaz de ejetar a cápsula para longe do foguete em milésimos de segundos, garantindo que os astronautas pousem em segurança no oceano.

Por que a Orion é diferente?

Enquanto outras naves modernas, como a Crew Dragon da SpaceX, são focadas em “táxi espacial” para a Estação Espacial Internacional (que está pertinho da Terra), a Orion foi feita para o chamado “espaço profundo”. Ela precisa resistir a níveis de radiação muito mais altos e ter sistemas de navegação que funcionem onde o GPS comum não chega.

Ela é, essencialmente, a nossa primeira verdadeira “nave interestelar” em termos de autonomia e resistência. As telas dentro da cabine são totalmente digitais e o sistema de controle é tão intuitivo que os astronautas conseguem pilotar a nave com toques rápidos, quase como um videogame de altíssima precisão.

O futuro já começou

Com os recentes testes da Artemis I e os preparativos para as missões tripuladas Artemis II e III, a Orion já provou que veio para ficar. O objetivo final? Ver a primeira mulher e a primeira pessoa negra pisando em solo lunar, abrindo caminho para que, daqui a alguns anos, possamos ver humanos caminhando nas areias vermelhas de Marte.