O pontífice criou uma comissão para enfrentar o déficit crescente e buscar novos recursos
Três dias antes de ser hospitalizado devido a uma pneumonia bilateral, o Papa Francisco tomou uma decisão crucial para enfrentar o crescente déficit financeiro do Vaticano. Em 11 de fevereiro de 2025, o pontífice tentou a criação de uma comissão de alto nível destinada ao incentivo de doações, buscando equilibrar as finanças da Santa Sé.
Apesar das medidas anteriores, como cortes salariais e esforços para aumentar a transparência financeira, o Vaticano continua enfrentando desafios econômicos significativos. Em 2024, a dívida reportada atingiu 83 milhões de euros, e questões relacionadas com as pensões aumentam as preocupações fiscais. A nova comissão buscará atrair doações de católicos leigos e outros benfeitores, enquanto o Vaticano espera que o Ano Santo Católico de 2025 impulsione o turismo e, consequentemente, as receitas. No entanto, há receitas de que esses esforços não são suficientes para cobrir totalmente o déficit orçamentário.
Paralelamente às iniciativas financeiras, o Papa Francisco, de 88 anos, foi internado no Hospital Gemelli, em Roma, em 14 de fevereiro de 2025, devido a uma bronquite com infecção polimicrobiana que evoluiu para pneumonia bilateral. Após duas semanas de internação, o Vaticano informou que o pontífice apresentou uma “leve melhora” em seu quadro clínico, embora ainda precise de oxigenoterapia e continue sob cuidados médicos intensivos. A Santa Sé mantém uma perspectiva reservada quanto à sua recuperação completa.
A saúde do Papa Francisco tem sido uma preocupação recorrente nos últimos anos. Antes desta internação, ele já havia sido hospitalizado em outras três graças desde 2021, enfrentando diversos problemas de saúde relacionados ao sistema respiratório.
A dedicação contínua do Papa às reformas financeiras, mesmo diante dos desafios pessoais de saúde, destaca seu compromisso com a sustentabilidade econômica e a transparência dentro da Igreja Católica.