Obra estratégica passa por repactuação de valores e previsão de início em 2025
O contrato para a construção da ponte Salvador-Itaparica foi repactuado pelo governo baiano, estabelecendo um valor de R$ 9 bilhões para o projeto. Considerada a maior ponte sobre o mar na América Latina, a obra é um marco estratégico para a infraestrutura da Bahia, conectando a capital ao Recôncavo Baiano e promovendo transferências para a economia regional.
O ajuste no contrato foi confirmado pelo governo estadual em dezembro de 2024, após negociações com o consórcio necessário pela execução. Originalmente previsto em R$ 13 bilhões, o novo orçamento reflete adaptações no projeto para manter as opções econômicas e técnicas. Entre as mudanças ajustes estão nas tecnologias de construção e readequações no cronograma, com início das obras planejadas para 2025.
A ponte Salvador-Itaparica terá cerca de 12,4 km de extensão e foi projetada para suportar o intenso fluxo de veículos entre as duas regiões. A expectativa é que a obra, quando concluída, reduza significativamente o tempo de deslocamento, muitas vezes realizado por ferry-boats, e transforme o eixo econômico e turístico da região.
Os resultados positivos da ponte não se limitam à mobilidade. Estima-se que mais de 7 mil investimentos diretos e indiretos sejam gerados ao longo da construção, além de atrair novos investimentos para a área. Contudo, o projeto enfrenta críticas de ambientalistas e moradores locais, que tem impactos ambientais e a possível gentrificação das comunidades na Ilha de Itaparica.
A obra, que é vista como uma prioridade para o desenvolvimento da Bahia, é financiada por um modelo de parceria público-privada (PPP), com o consórcio chinês arcando com parte do custo em troca de concessões para exploração de pedágios. O governo reafirma que a execução seguirá os mais altos padrões de sustentabilidade e que medidas de mitigação ambiental estão sendo estudadas.