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De trauma à inovação: como Flávia da Veiga criou a BeHappier e faturou R$ 500 mil

Foto: Divulgação/BeHappier
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Flávia da Veiga, publicitária de Vitória, no Espírito Santo, transformou um momento de trauma pessoal em uma história de sucesso. Após enfrentar uma profunda depressão em 2016, desencadeada por um evento dramático em sua vida, ela decidiu não só se reinventar, mas também criar uma ferramenta para promover a felicidade no ambiente corporativo. Assim nasceu o BeHappier, um aplicativo que visa melhorar o bem-estar dos colaboradores dentro das empresas.

O trauma e a transformação

Antes de criar o BeHappier, Flávia já tinha uma carreira consolidada, sendo gerente de comunicação da Embratel e sócia de uma agência de publicidade. No entanto, o dinheiro e o sucesso profissional não a tornaram feliz. A reviravolta começou quando parte do prédio onde morava desabou, deixando-a traumatizada. Flávia ficou com estresse pós-traumático e depressão, mas foi nesse momento difícil que ela percebeu que precisava buscar algo mais significativo.

Determinada a mudar sua vida, Flávia investiu em seu próprio autoconhecimento e estudou psicologia e ciência da felicidade em universidades de renome, como Harvard e Yale. Durante esse processo, ela aprendeu que a felicidade depende muito da forma como interpretamos os acontecimentos ao nosso redor e dos hábitos que cultivamos.

A criação da BeHappier

Foi com esse novo olhar que Flávia, em 2020, deixou a sociedade da agência de publicidade para focar completamente na BeHappier. A plataforma oferece uma série de aulas sobre bem-estar e felicidade, seguidas de atividades práticas e exercícios de repetição para garantir a fixação do aprendizado. O grande diferencial do app é a medição do nível de felicidade dos colaboradores por meio da “Escala de Bem-Estar Afetivo no Trabalho”, uma ferramenta que permite acompanhar a evolução do estado emocional dos funcionários.

Com o crescimento da plataforma, a BeHappier já atende mais de 24 empresas e conta com mais de 300 usuários. Seu faturamento em 2023 foi de R$ 517 mil, e Flávia espera continuar expandindo o projeto. Além disso, ela introduziu a inteligência artificial no aplicativo para personalizar ainda mais o atendimento aos usuários, antecipando reações emocionais e oferecendo sugestões de atividades para ajudar a lidar com o estresse.

A importância da inteligência emocional nas empresas

A introdução da inteligência artificial é o próximo passo para Flávia e a BeHappier. A IA foi treinada com conteúdos sobre psicologia positiva e neurociência, permitindo que o aplicativo faça uma análise mais precisa dos comportamentos dos colaboradores e sugira ações proativas. Isso é especialmente importante para empresas que querem promover um ambiente mais saudável e produtivo para seus funcionários.

Em um contexto de crescente atenção à saúde mental no ambiente de trabalho, ferramentas como o BeHappier se tornam essenciais. Flávia acredita que, ao investir no bem-estar dos colaboradores, as empresas não só melhoram a qualidade de vida de seus funcionários, mas também aumentam a produtividade e a satisfação no trabalho.

O futuro da BeHappier

Flávia está otimista quanto ao futuro da BeHappier. Em um mercado cada vez mais consciente da importância do bem-estar emocional no trabalho, a plataforma tem se mostrado uma solução eficaz. Além de continuar expandindo sua base de usuários, a fundadora está focada em melhorar a tecnologia e a experiência oferecida pelo aplicativo, utilizando inteligência artificial para personalizar ainda mais os atendimentos.

A história de Flávia é um exemplo de como a adversidade pode ser transformada em inovação. De uma situação traumática, ela conseguiu criar uma ferramenta que não só a ajudou a se reinventar, mas também está impactando positivamente as empresas e a vida de milhares de pessoas.

Reprodução Instagram