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Deputada Carla Zambelli é Incluída na Lista Vermelha da Interpol: Desdobramentos e o Cenário das Brasileiras Procuradas Internacionalmente

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Com decisão do STF, parlamentar passa a ser a sétima mulher do Brasil com alerta de busca internacional

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi oficialmente incluída na lista de procurados internacionais da Interpol, a Organização Internacional de Polícia Criminal. A decisão, que responde a um pedido do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), coloca a parlamentar como a sétima mulher brasileira a figurar na “Difusão Vermelha”, um alerta global para a localização e detenção de foragidos.

A inclusão de Zambelli na lista ocorreu após o STF determinar sua prisão preventiva. A deputada foi condenada a 10 anos de prisão em regime fechado pelo Supremo por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserir um mandado de prisão falso contra o próprio ministro Alexandre de Moraes. A denúncia aponta que ela teria contratado e financiado o hacker Walter Delgatti Neto para a ação, com o objetivo de desestabilizar o Poder Judiciário e alimentar narrativas políticas. Zambelli, que anunciou ter deixado o Brasil rumo à Itália (onde possui cidadania), passou a ter seus dados disponibilizados para as polícias de 196 países membros da Interpol.

O que é a Difusão Vermelha da Interpol?

É crucial entender que a Difusão Vermelha (ou “Red Notice”) não é um mandado de prisão internacional por si só, mas sim um pedido de cooperação para que as autoridades de um país membro prendam provisoriamente uma pessoa procurada, aguardando um processo de extradição. A Interpol atua como um canal de comunicação entre as polícias nacionais, revisando os pedidos para garantir que estejam em conformidade com suas regras e o Estatuto da organização, que proíbe atividades de caráter político, militar, religioso ou racial.

A lista vermelha da Interpol é utilizada para crimes graves de direito comum, como assassinato, estupro, sequestro e fraude. Para que um alerta seja emitido, o país solicitante precisa ter um mandado de prisão válido e fornecer informações detalhadas sobre o procurado, como nome, data de nascimento, nacionalidade, fotos e digitais, além da natureza do crime cometido. A pessoa incluída na lista é considerada inocente até que se prove o contrário, caso esteja sendo procurada para julgamento, ou já condenada, se a busca for para cumprimento de pena.

As Brasileiras na Lista de Procurados Internacionais

Com Carla Zambelli, o Brasil passa a ter sete mulheres na lista de Difusão Vermelha da Interpol, que também inclui 65 homens, totalizando 72 brasileiros procurados internacionalmente. As outras seis mulheres são:

  • Thaynara Caroline Pereira dos Santos (28 anos): Procurada pela Argentina por associação ilícita e fraude qualificada, relacionada ao uso de dados de cartões de débito e crédito de terceiros.
  • Heloísa Gonçalves Duque Soares Ribeiro (75 anos): Conhecida como “Viúva Negra”, é procurada por assassinato e tortura, após ser condenada pela morte de um de seus cinco companheiros.
  • Maria Jussara da Conceição Ferreira Santos (52 anos): Incluída na lista em 2018, é procurada por ser integrante de uma organização criminosa, suspeita de envolvimento na morte de dois líderes do PCC.
  • Marcia Liziane da Costa Vieira (39 anos): Procurada por furtos.
  • Rosirene Vieira (49 anos): Procurada por tráfico internacional de drogas.
  • Silvana Seidler (58 anos): Procurada por homicídio qualificado e ocultação de cadáver da própria filha, em um caso que chocou o país.

A inclusão de Carla Zambelli na lista da Interpol ressalta a seriedade das acusações e a abrangência da atuação da justiça brasileira em busca da cooperação internacional para o cumprimento de decisões judiciais, independentemente do cargo ou status do indivíduo. O caso continuará a ser acompanhado de perto, enquanto as autoridades buscam garantir a efetividade da lei em território nacional e além-fronteiras.