Uma pesquisa recente conduzida pela Genial/Quaest revelou que a desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu 56%, representando um aumento de sete pontos percentuais desde janeiro deste ano, quando o índice era de 49%. Paralelamente, a aprovação caiu de 47% para 41% no mesmo período.
Detalhes da Pesquisa
O levantamento foi realizado entre os dias 27 e 31 de março, com entrevistas presenciais de 2.004 pessoas em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
Desafios Econômicos e Impacto na Popularidade
Especialistas apontam que fatores econômicos, como a alta inflação, têm influenciado negativamente a percepção pública sobre o governo. A inflação elevada afeta diretamente o poder de compra dos cidadãos, especialmente das classes mais baixas, que historicamente compõem a base de apoio de Lula.
Variações Regionais na Aprovação
A pesquisa também destacou diferenças regionais significativas na avaliação do governo. No Nordeste, tradicional reduto petista, a desaprovação subiu nove pontos percentuais, alcançando 46%. Apesar disso, a região ainda apresenta uma aprovação superior à desaprovação. Em contraste, nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste/Norte, a desaprovação supera 50%, indicando desafios adicionais para o governo em consolidar apoio nessas áreas.
Percepção Pública e Cumprimento de Promessas
Além dos índices de aprovação e desaprovação, a pesquisa revelou que 71% dos entrevistados acreditam que o presidente não está cumprindo as promessas de campanha, enquanto apenas 24% consideram que ele está cumprindo. Essa percepção pode estar contribuindo para o aumento da insatisfação popular.
Os dados da pesquisa Genial/Quaest refletem um cenário desafiador para o governo Lula, com aumento na desaprovação e queda na aprovação popular. Fatores econômicos e percepções sobre o cumprimento de promessas de campanha parecem desempenhar papéis cruciais nessa dinâmica. O governo enfrenta o desafio de reverter essa tendência e reconquistar a confiança da população nos próximos meses.