Presidente dos EUA acusa veículos de difamação e calúnia em meio a reportagens sobre sua reputação e negócios
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou com um processo judicial contra o jornal The New York Times, a editora Penguin Random House e quatro repórteres, pedindo US$ 15 bilhões (aproximadamente R$ 79 bilhões) por difamação e calúnia. A informação foi divulgada pelo próprio Trump em suas redes sociais e confirmada pela agência Reuters.
O processo questiona uma série de reportagens e publicações que, segundo Trump, teriam prejudicado sua imagem pública e empresarial. Entre os alvos está um editorial de 2024 que colocava em dúvida sua capacidade de governar e o livro “Perdedor Sortudo: Como Donald Trump Desperdiçou a Fortuna do Pai e Criou a Ilusão de Sucesso”, publicado pela Penguin.
Trump alega que o New York Times se tornou uma espécie de porta-voz do Partido Democrata, acusando o jornal e a editora de promoverem um padrão de mentiras contra ele, sua família e o movimento político MAGA (Make America Great Again). De acordo com a ação, as publicações impactaram negativamente seus negócios, a força de sua marca e podem gerar prejuízos financeiros futuros.
A decisão de levar o caso à Justiça também surge em meio a novas reportagens que ligam o presidente ao bilionário Jeffrey Epstein, acusado de exploração sexual de menores. Essa associação já havia levado Trump a ameaçar processos contra o jornal em outras ocasiões.
Até o momento, o New York Times não se manifestou oficialmente sobre o processo. Juristas norte-americanos lembram, no entanto, que ações de difamação envolvendo figuras públicas nos EUA costumam ser complexas. A quantia bilionária pedida por Trump dificilmente será confirmada sem negociações e deverá ser alvo de intensas disputas legais.