Na segunda etapa do Exame Nacional do Ensino Médio, aplicada em 16 de novembro, os candidatos enfrentaram questões que conectaram ciência, saúde, cotidiano e temas ambientais, reforçando o perfil interpretativo e contextualizado do exame.
O segundo dia de provas do Enem 2025 manteve a proposta de aproximar o conhecimento teórico de situações reais do cotidiano. Os participantes responderam a 90 questões — 45 de Ciências da Natureza (Biologia, Física e Química) e 45 de Matemática — que exploraram temas atuais e relevantes, exigindo interpretação, raciocínio e domínio de conceitos fundamentais.
Principais temas abordados
Produção de vacinas
A prova trouxe questões que abordaram etapas de fabricação de imunizantes, como isolamento de vírus, manipulação, inativação e segurança. O candidato precisava compreender processos básicos de biotecnologia e saúde pública para identificar corretamente cada etapa.
Hormônios e meio ambiente
Em Biologia, houve abordagem sobre o descarte inadequado de hormônios sexuais no solo, explorando impactos ambientais, contaminação de água e desequilíbrios na fauna.
Usain Bolt e velocidade média
Na parte de Matemática, um dos desafios envolveu cálculos de velocidade com base no desempenho do velocista jamaicano Usain Bolt. A questão pedia interpretação de distância, tempo e média, aplicando conceitos clássicos da cinemática de forma prática.
Poluição e impactos ambientais
A prova também explorou temas ambientais, como derramamento de óleo, eutrofização, ciclos biogeoquímicos e invasão de espécies exóticas. Os estudantes precisaram relacionar conceitos teóricos com situações reais de impacto ecológico.
Matemática aplicada ao dia a dia
Questões sobre proporção, porcentagem, probabilidade, análise de gráficos e tabelas surgiram em contextos como custo para tirar CNH, economia de água em equipamentos domésticos, reciclagem de plástico, rendimento de combustíveis e decisões financeiras.
Formato e estilo da prova
De acordo com professores e especialistas, o segundo dia do Enem 2025 seguiu a tendência de enunciados mais diretos, com textos menores que os de edições anteriores. A distribuição dos conteúdos foi equilibrada, e a interpretação continua sendo o eixo central da avaliação.
A prova reforçou a ideia de que o exame não cobra apenas memorização, mas a capacidade de relacionar conhecimento científico a situações reais, além de interpretar informações em diferentes formatos — especialmente gráficos e tabelas.