Incêndios florestais históricos no Canadá arrastam poluição atmosférica para o território americano, acendendo o alerta de saúde pública para milhões de moradores.
Nos últimos dias, os moradores de diversas grandes metrópoles dos Estados Unidos têm se deparado com uma paisagem cinzenta e um forte cheiro de queimado no ar. Cidades como Nova York, Chicago e Washington foram tomadas por uma densa camada de fumaça que reduziu drasticamente a visibilidade e transformou o cenário urbano. O fenômeno, que parece saído de um filme de ficção científica, tem uma explicação geográfica e climática clara: os intensos e históricos incêndios florestais que atingem o Canadá.
O país vizinho enfrenta uma de suas piores temporadas de queimadas, impulsionada por um período de seca severa e calor extremo. Grandes massas de ar e correntes de vento de alta altitude estão empurrando as partículas de poluição geradas pelo fogo diretamente para o sul, cobrindo o território americano. Essa névoa fina é composta por poluentes perigosos que afetam diretamente a qualidade do ar, alcançando níveis considerados prejudiciais ou até mesmo perigosos para a respiração humana.
Diante do cenário crítico, as autoridades de saúde dos Estados Unidos emitiram alertas de qualidade do ar para mais de uma dezena de estados. A recomendação principal para os moradores das regiões afetadas é limitar as atividades ao ar livre, manter as janelas de casa fechadas e utilizar máscaras de proteção facial do modelo N95 ou similares ao sair às ruas. O impacto da fumaça também provocou o cancelamento de voos, a suspensão de eventos esportivos e o fechamento de parques públicos. Meteorologistas alertam que a situação pode persistir por mais alguns dias, dependendo da direção dos ventos e do controle dos focos de incêndio em solo canadense.