Obra, bastante esperada, já ultrapassa 90% de execução; governo trabalha para definir data oficial até o fim de 2025
A nova rodoviária de Salvador, construída em Águas Claras às margens da BR-324, teve sua conclusão reprogramada para dezembro de 2025, segundo anúncio oficial — embora existam diferentes previsões e incertezas ainda pairando. A obra supera os 90% de execução e enfrenta ajustes finais, trâmites de mudança e imprevistos técnicos.
O histórico da obra e seus avanços
O projeto ambicioso teve início em novembro de 2019 e ao longo dos anos foi confrontado por atrasos causados pela pandemia, pelo aumento de preços de materiais e por desafios no terreno — que em parte já abrigava um antigo aterro sanitário.
No primeiro semestre de 2025, a rodoviária estava com cerca de 84% concluída e planejava-se entrega para outubro. Posteriormente, foi informado que as obras chegaram a 92% de conclusão. Apesar disso, a data original prevista para outubro acabou não se cumprindo, e o governo recuou sobre prazos realizados.
O governador Jerônimo Rodrigues chegou a afirmar que espera anunciar uma data oficial para inauguração até o fim de agosto, com a meta de entregar o terminal ainda em 2025.
Como será o terminal
Quando finalizada, a nova rodoviária deve trazer uma infraestrutura moderna e integrada:
- Área total de 127 mil m², sendo 41 mil m² construídos.
- Estacionamento para mais de 800 veículos.
- 230 espaços comerciais, com serviços como alimentação, farmácia, clínicas e lotérica.
- Unidade do SAC para emissão de documentos e serviços públicos.
- Integração com modais de transporte:
• Estação Águas Claras do metrô
• Terminal de ônibus metropolitanos e intermunicipais (serão mais de 363 linhas intermunicipais)
• Projeção futura de integração com o VLT da Avenida 29 de Março
O investimento previsto é de R$ 200 milhões, responsabilidade da concessionária que opera a obra.
Por que o adiamento: desafios e contratempos
Mesmo com o avanço expressivo da obra, diversos fatores têm influenciado nos atrasos:
- Problemas geotécnicos no solo, devido ao uso anterior da área como aterro sanitário, têm exigido adaptações e reforços.
- A pandemia interferiu nos prazos e nas cadeias de suprimentos, elevando custos e provocando lentidão.
- Pendências nas áreas externas do terminal ainda precisam ser concluídas, especialmente sob condições climáticas desfavoráveis, como chuvas.
- A mudança operacional — transferência dos serviços da rodoviária atual (na Avenida ACM) para a nova — exige logística cuidadosa e pode levar até 15 dias ou mais para acontecer.
- Há insegurança e insatisfação entre permissionários e comerciantes que dependem das operações reguladas pela mudança.
Impactos esperados para a mobilidade e para a cidade
Uma rodoviária moderna e bem localizada pode fazer diferença para Salvador e sua região metropolitana:
- Alívio no trânsito da Av. Antônio Carlos Magalhães, local onde funciona a rodoviária atual, com menos fluxo de ônibus e veículos no entorno.
- Maior acessibilidade, conforto e segurança para passageiros de linhas urbanas, metropolitanas e interestaduais.
- Valorização urbana em Águas Claras e melhoria nos territórios vizinhos, com geração de empregos durante e após a obra.
- Estímulo à integração modal, possibilitando um fluxo mais coeso entre metrô, ônibus e, futuramente, VLT.
- Benefício para períodos de alta demanda (feriados, festas, datas comemorativas), quando o sistema atual sofre com saturação.
O que esperar até a inauguração
A promessa atual é entregar a rodoviária até dezembro de 2025 — ou seja, nos meses finais do ano — e divulgar formalmente a data entre agosto ou setembro.
Enquanto isso, o governo e a concessionária intensificam inspeções, definições da transição e acertos finais para que o terminal possa operar com segurança e funcionalidade logo após ser entregue.