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“F1: O Filme” acelera Apple nas bilheterias e impulsiona entrada nos esportes ao vivo

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Drama estrelado por Brad Pitt se torna maior sucesso da Apple nos cinemas e estimula movimento para garantir direitos da Fórmula 1 nos EUA

O longa “F1: O Filme”, estrelado por Brad Pitt e produzido pela Apple Original Films, alcançou recorde: arrecadou cerca de US$ 144 milhões no fim de semana de estreia e já soma aproximadamente US$ 305 milhões globalmente, tornando-se a maior bilheteria da história da Apple no cinema . O montante supera os sucessos anteriores como “Napoleão” (US$ 221 milhões) e “Assassinos da Lua das Flores” (US$ 158 milhões). No mercado americano, foi a maior abertura da Apple Original Films: US$ 55,6 milhões somente na estreia.

Dirigido por Joseph Kosinski (de “Top Gun: Maverick”), com produção executiva de Jerry Bruckheimer e do piloto Lewis Hamilton, o filme acompanha Sonny Hayes (Brad Pitt), um ex-piloto que retorna para liderar a equipe fictícia APXGP e treinar um jovem talento na Fórmula 1 . As cenas de corrida foram filmadas em autódromos reais com acesso exclusivo aos bastidores, realçando a imersão cinematográfica . Cerca de 20% da renda no fim de semana inicial veio de sessões IMAX — a quarta maior estreia do formato — com público atraído por cenas de alta octanagem.

🎬 Estratégia Apple: cinema, esporte e conteúdo premium

A bilheteria serve como ponto de partida para a expansão da Apple no universo esportivo ao vivo. O sucesso do filme motivou a empresa a disputar os direitos de transmissão da Fórmula 1 nos EUA, atualmente sob contrato com a ESPN (Disney) por cerca de US$ 85 milhões anuais. Fontes do Financial Times relatam que a Apple estaria disposta a oferecer mais de US$ 121 milhões por temporada — e até buscar um acordo global bilionário, alavancado pelo lançamento cinematográfico.

Esse movimento se alinha à estratégia da Apple de integrar entretenimento e esportes ao vivo: já detém direitos da MLB e MLS, e busca consolidar sua posição num mercado em crescimento — afinal, a audiência da F1 nos EUA saltou de 554 mil para 1,3 milhão por corrida em 2025. A disputa pelos direitos americanos começa após o término do contrato da ESPN e inclui concorrência com Netflix e Amazon .

🌟 Impacto na indústria

Especialistas destacam: “Se for um fracasso, pode ser o fim das ambições da Apple no cinema”; mas a combinação de bilheteria (US$ 293 milhões em 10 dias) e apelo esportivo pode turbinar assinaturas no Apple TV+ e alimentar os planos esportivos da empresa. Marcas patrocinadoras como IWC Schaffhausen, Tommy Hilfiger e Mercedes já aproveitaram o sucesso para lançar produtos ligados ao filme.

Para a Apple, “F1: O Filme” representa um divisor de águas: marca sua entrada triunfal em blockbusters de verão e acelera sua investida em transmissões esportivas ao vivo. Resta ver se o próximo pit stop será na pista das corridas, com direitos da F1 na TV americana.