Conflito envolvendo repasse milionário exclusivo e divergências sobre a cinebiografia do Rei do Pop levam Paris, Prince e Bigi a cortar relações diretas.
A fortuna deixada por Michael Jackson, avaliada em cerca de US$ 800 milhões (aproximadamente R$ 4 bilhões), voltou a ser o centro de uma grande crise familiar. Quinze anos após a morte do Rei do Pop, em 2009, seus três filhos — Prince Jackson, Paris Jackson e Bigi Jackson — teriam rompido relações por conta de divergências na administração e no repasse dos recursos do espólio do cantor.
Segundo informações apuradas pela imprensa internacional, a convivência entre os irmãos se desgastou ao ponto de eles só se comunicarem atualmente por meio de seus advogados e representantes legais.
O estopim do conflito familiar
O estopim para o afastamento foi a autorização de um pagamento extraordinário no valor de R$ 3,1 milhões (cerca de US$ 500 mil) liberado exclusivamente para Paris Jackson. A transferência, autorizada pelos advogados responsáveis por gerir o patrimônio, gerou insatisfação em Prince e Bigi, tornando a tomada de decisões no espólio fria e distante.
O patrimônio continuou crescendo ao longo dos anos por meio de direitos autorais, licenciamentos e projetos artísticos. Antes dessa nova crise, documentos já indicavam que os três haviam recebido repasses milionários: até 2022, Paris acumulou cerca de US$ 3,2 milhões, Prince obteve US$ 3,1 milhões e Bigi ficou com aproximadamente US$ 1 milhão.
Divergências também nos bastidores do cinema
Além do repasse financeiro, a relação entre os irmãos sofreu um forte abalo durante a produção de “Michael”, a cinebiografia do cantor. O filme, que arrecadou mais de US$ 900 milhões nas bilheterias mundiais, contou com a atuação de Prince Jackson como coprodutor.
Por outro lado, Paris criticou abertamente o roteiro, afirmando publicamente que a produção ignorou seus alertas sobre trechos que considerou desonestos com a história do pai. O atrito entre as duas visões escancarou as diferenças entre os herdeiros sobre como preservar o patrimônio financeiro e a memória de Michael Jackson. Até o momento, nenhum dos três comentou publicamente sobre o rompimento.