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Foie gras na mira: por que o polêmico prato francês pode ser proibido em todo o Brasil

Foto: Thomas Barwick/Getty Images
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Um dos itens mais caros e sofisticados da culinária mundial, o foie gras, está no centro de um debate acalorado que pode acabar em proibição nacional. O prato, que consiste no fígado gordo de patos ou gansos, enfrenta uma resistência crescente por conta do método de produção, considerado cruel por defensores dos direitos dos animais.

O termo francês significa literalmente “fígado gordo”. Para chegar à textura amanteigada que os chefs tanto elogiam, as aves passam por um processo chamado gavage. Trata-se de uma alimentação forçada, feita através de um tubo, para que o fígado do animal cresça até dez vezes o tamanho normal devido ao acúmulo de gordura.

O debate jurídico e a proteção animal No Brasil, o movimento para banir o produto tem ganhado força na justiça e nas câmaras municipais. O argumento principal é que a produção viola as leis de proteção contra maus-tratos aos animais, já que o procedimento causa dor, estresse e doenças nas aves. Cidades como São Paulo já tentaram proibir a venda e o consumo no passado, mas as decisões costumam ser derrubadas por recursos judiciais que defendem a liberdade econômica e o setor gastronômico.

A gastronomia dividida De um lado, associações de proteção animal lutam pelo banimento total. Do outro, donos de restaurantes e produtores defendem que o foie gras é um patrimônio cultural da gastronomia e que existem técnicas modernas menos agressivas. Atualmente, o Supremo Tribunal Federal (STF) analisa a validade de leis municipais que tentam proibir o alimento, o que pode abrir caminho para uma regra que valha para todo o país.