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Francisco Cuoco, Aos 91 Anos, É Homenageado Pela TV Globo em “Tributo” Emocionante

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Lenda da Teledramaturgia Brasileira Reaparece na Tela e Compartilha Reflexões Sobre Carreira e Vida

O universo da teledramaturgia brasileira se prepara para um momento de grande emoção e reconhecimento: a TV Globo prestará uma emocionante homenagem a Francisco Cuoco, um dos maiores e mais emblemáticos atores da história da televisão nacional. Aos 91 anos, o artista será o centro do especial “Tributo”, que irá ao ar na próxima sexta-feira, 30 de maio, oferecendo ao público uma imersão na rica trajetória de um ícone que moldou o gosto do país pela telenovela.

Francisco Cuoco, paulistano, filho de um feirante do bairro do Brás, descobriu sua vocação artística ainda na infância, entre brincadeiras que imitavam números de circo. Essa paixão se transformou em profissão, levando-o a integrar o elenco da prestigiada companhia Teatro dos Sete e a atuar nas TVs Tupi e Record antes de fazer história na TV Globo. Segundo o escritor e especialista em dramaturgia Mauro Alencar, que será entrevistado no especial, “Cuoco foi o maior astro da televisão brasileira e foi fundamental para estruturar o gosto do brasileiro pela telenovela”. Sua presença magnética e talento inquestionável o posicionaram como um protagonista constante, capaz de dar vida a personagens que se tornaram inesquecíveis no imaginário popular.

Entre seus papéis mais icônicos na TV Globo, destacam-se Cristiano em “Selva de Pedra” (1972), Herculano Quintanilha em “O Astro” (1977) e, de forma marcante, o taxista Carlão na primeira versão de “Pecado Capital” (1975). Este último, escrito pela genial Janete Clair, parou o Brasil com seu desfecho trágico, no qual Carlão é morto ao tentar devolver uma mala de dinheiro roubado. “Um certo luto cobriu o Brasil porque Carlão tinha uma simplicidade, uma realidade próxima de muita gente”, relembra o próprio Cuoco, refletindo sobre o impacto duradouro de seu personagem.

A relevância de Cuoco para a teledramaturgia é atestada por colegas de profissão e amigos. Elizabeth Savalla, que foi sua parceira de cena em diversas produções, elogia a singularidade do ator: “Ele estava na hora certa, no lugar certo e era o ator certo para os personagens que fez”. Sua capacidade de se entregar aos papéis e a forma como construía cada figura garantiram-lhe um lugar de destaque em uma época de ouro da televisão.

Embora sua presença na telinha tenha se tornado mais esporádica nos últimos anos — seu trabalho mais recente em novelas foi em “Segundo Sol” (2018), com uma participação especial em “Salve-se Quem Puder” (2022), e em 2023 na série “No Corre” —, o legado de Francisco Cuoco permanece vivo. No especial “Tributo”, ele compartilha reflexões sobre o ofício: “O ator nunca está completo. Sempre falta alguma coisa. Ser ator é viver em um estado de permanente desamparo, que só cessa no encontro com o outro”.

A vida atual do veterano ator também é um ponto de interesse para o público. Francisco Cuoco reside em um apartamento na zona sul de São Paulo, onde vive com sua irmã de 86 anos. Recentemente, ele abordou publicamente seu estado de saúde, revelando que está pesando 130 kg e enfrenta “dificuldades de locomoção”, não conseguindo mais ficar em pé sozinho. Para as atividades cotidianas, como se levantar da cama e tomar banho, o ator conta com o auxílio de cuidadores, demonstrando a necessidade de apoio nesta fase da vida.

O “Tributo” a Francisco Cuoco promete ser uma jornada emocionante através de arquivos de imagens, depoimentos de amigos e familiares, e as próprias palavras do ator, recontando uma história que, ao longo de décadas, encantou milhões de brasileiros, solidificando seu status de “estrela nacional”. O especial é um reconhecimento merecido a um artista que dedicou sua vida à arte de representar e que, mesmo aos 91 anos, continua a inspirar.