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Hexagon lança AEON, robô humanoide com IA para atuar em indústrias europeias

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Máquina ágil e autônoma promete suprir falta de mão de obra e elevar segurança em setores de precisão

A empresa sueca Hexagon revelou em 3 de julho de 2025 o AEON, um robô humanoide equipado com inteligência artificial (IA) e projetado para substituir tarefas repetitivas e exigentes nas cadeias industriais europeias.

O AEON apresenta locomoção avançada, agilidade e versatilidade, podendo utilizar ferramentas, manipular peças de alta precisão e executar inspeções por meio de sensores embutidos. O bastão robótico, do tamanho de um braço humano, é capaz de trocar baterias automaticamente, garantindo operação contínua sem recarga manual .

Graças à IA, o robô é capaz de aprender novas tarefas ao longo do tempo, ajustando sua conduta de acordo com a atividade a ser desempenhada. Isso cria um ciclo de melhora na performance sem necessidade de reprogramação completa.

A fabricante aponta os segmentos automotivo, aeroespacial, transporte, manufatura, logística e armazenagem como principais destinos para o AEON. A expectativa é reduzir erros, aumentar a segurança ocupacional e preencher lacunas decorrentes de escassez de mão de obra.

O surgimento do AEON se dá num momento de expansão do mercado global de robôs humanoides, que em países como Brasil, deve crescer de US$ 19,4 milhões em 2023 para US$ 66,7 milhões até 2030, num ritmo de expansão anual de 19,3%. Relatórios da consultoria Bain apontam que, com custos eleitorais de hardware em queda e IA cada vez mais acessível, robôs como o AEON alcançam paridade com mão de obra convencional em algumas regiões.

Robôs humanoides oferecem integração natural aos ambientes projetados para humanos, dispensando amplas adaptações logísticas. Além disso, conseguem atuar 24 horas por dia, em tarefas que envolvem movimentação, destreza e inspeção sejam repetitivas ou perigosas .

Apesar de promissor, o AEON enfrenta barreiras comuns ao setor: alto custo inicial, necessidade de requalificação de profissionais, e adequação das infraestruturas industriais e de segurança para receber máquinas autônomas.

À medida que a escassez de mão de obra persiste e a complexidade tecnológica avança, robôs humanoides com IA – como o AEON da Hexagon – devem ganhar espaço em fábricas e centros de distribuição. Tendem a complementar a força de trabalho humana, aparecendo principalmente em operações de risco ou insumos incomuns.