Programa volta a oferecer oportunidades gratuitas de financiamento para graduação em faculdades privadas; metade das vagas é voltada ao Fies Social
O Ministério da Educação (MEC) abriu, nesta segunda-feira (14), as inscrições para o processo seletivo do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) referente ao segundo semestre de 2025. Até o dia 18 de julho, estudantes podem se inscrever gratuitamente por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, utilizando login gov.br (CPF e senha).
Nesta edição, estão sendo ofertadas 74.500 vagas distribuídas entre 18.419 opções de cursos e turnos em 1.215 instituições privadas credenciadas. Os três estados com maior número de vagas são São Paulo (11.397), Bahia (8.050) e Minas Gerais (7.970).
Para participar, os candidatos devem:
- Ter feito o Enem desde 2010, com média mínima de 450 pontos e sem zerar a redação;
- Ter renda familiar bruta per capita de até três salários mínimos;
- Não ter financiamento estudantil ativo ou pendente de quitação.
Metade das vagas é reservada ao Fies Social, voltado a estudantes inscritos no CadÚnico com renda de até meio salário mínimo, oferecendo financiamento integral dos encargos educacionais. Além disso, há reserva para estudantes pretos, pardos, indígenas, quilombolas e com deficiência.
Cronograma do processo
- Inscrições: 14 a 18 de julho.
- Resultado da chamada única: 29 de julho.
- Complementação da inscrição pelos pré-selecionados: 30 de julho a 1º de agosto.
- Lista de espera: convocações entre 5 de agosto e 19 de setembro.
Os candidatos podem escolher até três opções de curso, organizadas por ordem de preferência. A seleção prioriza, sistematicamente, quem nunca fez ou quitou financiamento e quem ainda não concluiu a graduação.
Panorama do Fies e perspectivas
Criado em 1999, o Fies foi reformulado em 2010 e possui juros zero para renda per capita de até três salários mínimos, com financiamento direto à graduação. Em 2024, foi ampliado o Fies Social, reforçando seu caráter inclusivo.
Em 2025, o MEC oferta, ao todo, 112.168 vagas (67.301 no 1º semestre e 44.867 no 2º semestre), com expectativa de ampliar o acesso ao ensino superior.
Especialistas apontam que o programa, valorizado por critérios objetivos e priorização de renda e notas no Enem, continua contribuindo para a democratização da educação — embora o desafio da inadimplência e sustentabilidade persista .