Tribunal rejeitou os pedidos de liberdade e de prisão domiciliar feitos pela defesa da influenciadora, que é ré sob a acusação de envolvimento com o PCC
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) negou um novo pedido de habeas corpus apresentado pela defesa da advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra. Com a decisão unânime da 16ª Câmara de Direito Criminal, a empresária continuará detida na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, localizada no interior do estado de São Paulo.
Os advogados de Deolane tentaram reverter a prisão preventiva argumentando que ela possui residência fixa, é ré primária e tem uma filha de apenas nove anos de idade. A defesa também solicitou, como alternativa, que a prisão fosse convertida em regime domiciliar ou que ela fosse transferida para uma sala de Estado-Maior, devido à sua prerrogativa profissional como advogada. No entanto, o tribunal paulista rejeitou todas as justificativas, apontando que as circunstâncias atuais do caso fundamentam a permanência da prisão no sistema fechado.
Recentemente, a influenciadora tornou-se ré no processo pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, Deolane teria uma participação ativa na movimentação de recursos financeiros ilícitos da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
A apuração indica que contas bancárias da advogada foram usadas para receber repasses fracionados vindos de uma empresa de fachada — uma transportadora de valores. Além disso, durante as buscas na casa da influenciadora, foram apreendidos dinheiro em espécie, moeda estrangeira, carros de alto padrão, joias e documentos de luxo. As autoridades policiais apontam que ela utilizava sua fama e forte presença nas redes sociais para ocultar a origem e dificultar o rastreamento das movimentações ilícitas.
Deolane está presa preventivamente desde o dia 21 de maio e nega categoricamente todas as acusações. Em nota oficial, os defensores da influenciadora lamentaram o resultado do julgamento e classificaram a manutenção da prisão como uma medida midiática e desnecessária, informando que pretendem recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).