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Lua de Sangue: saiba tudo sobre o fenômeno que vai iluminar o céu nas próximas horas

Foto: Dominique Dierick/NASA/Divulgação
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Entenda por que o satélite natural da Terra ganha uma cor avermelhada durante o eclipse total e o que a ciência diz sobre esse espetáculo visual.

Prepare o pescoço e, se possível, um telescópio ou binóculo, porque o céu está prestes a apresentar um dos seus shows mais bonitos. Nas próximas horas, o mundo voltará os olhos para o alto para acompanhar o surgimento da chamada “Lua de Sangue”. Mas, apesar do nome que parece saído de um filme de suspense, o fenômeno é um evento astronômico fascinante e totalmente explicável pela ciência.

O que é, afinal, a Lua de Sangue? Diferente do que muitos pensam, a Lua não muda de cor “de verdade”. O termo é o nome popular dado ao efeito visual que acontece durante um eclipse lunar total. Para que ele ocorra, é necessário um alinhamento perfeito: o Sol, a Terra e a Lua precisam estar em linha reta, com o nosso planeta posicionado exatamente no meio.

Nesse momento, a Terra projeta uma sombra sobre a Lua, impedindo que a luz direta do Sol chegue até ela. Se não houvesse atmosfera no nosso planeta, a Lua ficaria completamente escura. No entanto, é aí que a mágica acontece.

Por que a cor fica vermelha? A explicação científica para a cor avermelhada é o que chamamos de Dispersão de Rayleigh. A atmosfera da Terra funciona como uma espécie de lente. Quando a luz solar passa por ela, as cores com comprimentos de onda mais curtos (como azul e violeta) são espalhadas e filtradas. Já as cores com comprimentos de onda mais longos, como o vermelho e o laranja, conseguem atravessar a atmosfera, sofrem um desvio (refração) e acabam sendo projetadas na superfície da Lua.

Em termos simples: o que estamos vendo na Lua de Sangue é o reflexo de todos os pores do sol e amanheceres da Terra acontecendo ao mesmo tempo, projetados no satélite. É por isso que, dependendo das condições da nossa atmosfera — como a presença de poeira ou fumaça de queimadas e vulcões —, o vermelho pode ser mais alaranjado ou um tom de “sangue” bem profundo.

Como observar? Diferente dos eclipses solares, que exigem óculos especiais para não danificar a visão, o eclipse lunar e a Lua de Sangue podem ser observados a olho nu, sem risco nenhum. O segredo para uma boa experiência é buscar locais com pouca iluminação artificial e, claro, torcer para que o céu esteja limpo, sem nuvens.

Se você perder esse evento, terá que esperar um bom tempo, já que os eclipses totais não acontecem todos os meses. Então, aproveite a oportunidade para contemplar esse alinhamento cósmico que nos lembra o quão dinâmica é a mecânica do nosso sistema solar.