google.com, pub-6509141204411517, DIRECT, f08c47fec0942fa0

Revista Nova Imagem - Portal de Notícias

Nos acompanhe pelas redes sociais

Lula avisa: “se não tiver jeito no papo, vamos estabelecer a reciprocidade” contra tarifas de Trump

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on email

Após Trump anunciar alíquota de 50% nas exportações brasileiras, presidente reforça diálogo via OMC e BRICS, mas insiste: sem acordo, Brasil retribuirá com reciprocidade.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou hoje, em Linhares (ES), que recorrerá à Organização Mundial do Comércio (OMC) e dialogará com parceiros dos BRICS para contestar o chamado “tarifaço” de 50% anunciado por Donald Trump, que passaria a vigorar em 1º de agosto sobre produtos brasileiros exportados para os EUA.

Em tom firme, o chefe do Executivo afirmou:

“Se não tiver jeito no papo, nós vamos estabelecer a reciprocidade: taxou aqui, vamos taxar lá. Não tem outra coisa a fazer.”

  • Lula criticou o envio de uma carta por rede social, classificando-o como gesto de “total falta de respeito” e ressaltou que o Brasil não se submete a pressões externas.
  • O presidente também refutou o argumento americano de déficit comercial, lembrando que, nos últimos 15 anos, os EUA tiveram superávit de cerca de US$ 410 bilhões na balança com o Brasil: “Eu que deveria taxar ele”.

Caminhos em curso

  1. Ação na OMC está sendo preparada para impugnar a medida como tecnicamente injustificada.
  2. Articulação com os BRICS em busca de apoio diplomático e coordenação de posicionamento.
  3. Lei da Reciprocidade Econômica, sancionada em abril, permite ao Brasil aplicar medidas equivalentes caso as negociações fracassem.

Pronunciamento cancelado

Inicialmente, Lula planejava falar ao país em rede nacional ainda nesta quinta ou sexta, mas a equipe optou por adiar a fala, aguardando os desfechos das negociações até agosto. A estratégia é evitar tensões desnecessárias que possam atrapalhar o diálogo diplomático.

A medida americana, segundo o governo, tem caráter político-eleitoral, sinalizando apoio a Jair Bolsonaro nas eleições de 2026. Lula acusou que o filho do ex-presidente teria atuado junto a Trump para influenciar na imposição das tarifas.

O governo Lula adota uma estratégia dupla: fortalecer o diálogo junto à OMC e ao bloco dos BRICS, mas com uma retórica de força respaldada pela Lei da Reciprocidade. A promessa é de que, se as tratativas não surtirem efeito, o Brasil retribuirá com medidas equivalentes, preservando sua soberania e autonomia comercial.