Presidente brasileiro reforça apelo por paz e diálogo, criticando a inação das grandes potências diante de conflitos
Apúlia, Itália – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou sua participação na Cúpula do G7, realizada em Apúlia, Itália, para expressar profunda preocupação com a escalada do conflito no Oriente Médio e para fazer um veemente apelo à paz e ao diálogo. Em seu discurso, proferido nesta terça-feira, 17 de junho de 2025, Lula condenou veementemente o ataque de Israel ao Irã, alertando para o risco de uma “guerra de consequências imprevisíveis” que poderia transformar a região em um vasto campo de batalha com reflexos globais.
A postura de Lula durante o evento, ao qual o Brasil foi convidado, reforça a tradicional posição diplomática brasileira de defesa da resolução pacífica de conflitos e do multilateralismo. O presidente sublinhou a necessidade de uma atuação mais incisiva da comunidade internacional e das grandes potências, apontando para um “vácuo de liderança global” que tem impedido a resolução de crises como as guerras na Ucrânia e em Gaza. Lula enfatizou que a ausência de um consenso e de ações coordenadas por parte dos líderes mundiais tem prolongado o sofrimento humano e a instabilidade geopolítica.
Em sua fala, o presidente brasileiro fez questão de não criticar a resposta do Irã aos ataques, concentrando sua condenação nas ações ofensivas de Israel. Essa abordagem reflete a complexidade da diplomacia brasileira no conflito, buscando manter canais abertos e uma posição que, segundo o governo, visa à desescalada e à proteção das populações civis. Lula também reiterou a importância de uma reforma nas instituições de governança global, como a Organização das Nações Unidas (ONU), para que sejam mais representativas e eficazes na promoção da paz e da segurança.
Além da questão do Oriente Médio, Lula abordou temas de grande relevância global, como a segurança energética e a exploração mineral, defendendo que esses assuntos sejam tratados de forma a garantir o desenvolvimento sustentável e a equidade entre as nações. Ele ressaltou o papel do Brasil como um ator relevante nas discussões sobre o futuro do planeta, especialmente no que tange às questões climáticas e à transição energética.
A participação de Lula no G7, um grupo que reúne as sete maiores economias do mundo, ofereceu uma plataforma para o Brasil reafirmar sua voz no cenário internacional. A delegação brasileira aproveitou a oportunidade para ter reuniões bilaterais com líderes de diversos países, reforçando laços e buscando soluções conjuntas para os desafios globais. A mensagem central de Lula na cúpula foi um chamado à responsabilidade coletiva e à urgência de construir um mundo mais justo e pacífico, através do diálogo e da cooperação internacional.