Ator e produtora Christiane Fogaça destacam contradição entre acolhimento e violência no país
O ator Marco Pigossi, em parceria com a atriz e produtora Christiane Fogaça, está desenvolvendo um documentário que aborda as experiências de refugiados LGBTQIA+ de diversas partes do mundo que buscam asilo no Brasil. O projeto, ainda em fase inicial e sem dados de lançamento definidos, tem como objetivo dar voz a essas pessoas que, ao enfrentarem perseguições em seus países de origem, encontrem no Brasil uma esperança de recomeço.
“O Brasil possui uma legislação avançada para acolher refugiados LGBTQIA+, oferecendo proteção e suporte a quem chega ao nosso país em busca de refúgio. No entanto, também ocupa um lugar de destaque em rankings de violência contra essa comunidade. Quero revelar essas narrativas mostrando a batalha por um novo começo em um país marcado por desigualdades”, afirmou Pigossi.
A produção evidencia o paradoxo de que, embora o Brasil seja um dos destinos mais procurados por refugiados LGBTQIA+, também figura entre os países com os maiores índices de violência contra essa população. Através de relatos comoventes, o documentário pretende ampliar o debate sobre migração, preconceito e a luta por direitos fundamentais, trazendo visibilidade a histórias que não podem ser ignoradas.
Pigossi, conhecido por seus papéis em novelas brasileiras e por sua carreira internacional em ascensão, tem se envolvido em projetos que destacam questões LGBTQIA+. Seu filme mais recente, “Maré Alta”, foi indicado ao 36º GLAAD Media Awards, premiação que confirma representações justas e inclusivas da comunidade LGBTQIA+ nos meios de comunicação.
A parceria entre Pigossi e Fogaça surgiu durante o Festival Internacional de Cinema Brasileiro de Los Angeles (LABRFF), onde nos conhecemos e colaboramos neste projeto. “Este documentário é um espaço de escuta e visibilidade para refugiados LGBTQIA+, que enfrentam a violência em seus países de origem e buscam um recomeço aqui no Brasil. Ao lado de Marco Pigossi, quero amplificar essas histórias e fortalecer a importância de acolher e garantir os direitos fundamentais dessas pessoas, promovendo uma sociedade mais inclusiva e livre de preconceitos”, afirmou Fogaça.
O documentário pretende não apenas sensibilizar o público sobre as dificuldades enfrentadas por esses refugiados, mas também celebrar suas conquistas e resiliência na busca por uma vida digna e segura no Brasil.