A história da Magnolia Pearl começou em 2001, no Texas, pelas mãos de Robin Brown. Inicialmente, era uma marca de bolsas, mas em 2003, Robin e seu esposo falavam de vestuário ao portfólio, e assim, a grife ganhou notoriedade com um estilo inspirado nos movimentos hippies dos anos 1960, com borboletas, patchworks e roupas fluidas em linha e jeans rasgados.
Ao longo do tempo, a marca atraiu clientes-celebridades como Johnny Depp, Whoopi Goldberg, Betsey Johnson e Helena Bonham Carter. Com mais de 1200 funcionários nos Estados Unidos, os preços variam de 100 dólares para camisetas básicas com estampa tie-dye até quase mil dólares para casacos e vestidos.
Porém, ao entrar no TikTok, a marca tem enfrentado críticas sobre as aparentes diferenças entre os valores das suas peças e a estética que a tornou conhecida. Comentários destacam a sobreposição de peças de linho, combinadas com jeans destruídos e sapatos além do tamanho, que, segundo internautas, parecem com “fantasias da grande depressão” ou que os modelos “parecem pedintes, mas as roupas custam mais de mil dólares” .
Quando questionada sobre as críticas, Robin Brown afirmou não prestar muita atenção ao que acontece na internet. A atriz Whoopi Goldberg defendeu a marca, pedindo para as pessoas “se acalmarem” e dizendo que se todos reclamassem de tudo, “em breve andaremos pelados”.
Anteriormente, a marca também foi criticada por uma coleção com inspiração em “plantações”, que foi acusada de apropriação cultural dos povos nativos norte-americanos. Enquanto Robin Brown diz que seus designs vêm de suas experiências de vida e de inspirações na era vitoriana e hippies, é importante reconhecer que a glamourização da pobreza é uma questão que já foi abordada em outras ocasiões na moda.
No passado, até John Galliano desenhou uma coleção inspirada nos moradores de rua de Paris, mas os tempos eram diferentes, e as discussões ainda eram incipientes nas grandes marcas.

Foto: Abigail Enright para o New York Times

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