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Messi é autista? Entenda a origem dos rumores e o que diz a ciência sobre o craque argentino

Reprodução
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Especulação antiga sobre suposto diagnóstico de Síndrome de Asperger voltou a repercutir na internet, mas especialistas e familiares reforçam que se trata de uma notícia falsa.

O nome do jogador argentino Lionel Messi voltou a figurar entre os assuntos mais comentados das redes sociais devido a uma antiga dúvida que intriga o público: o craque estaria no Transtorno do Espectro Autista (TEA)? Os boatos de que o atleta teria recebido um diagnóstico de Síndrome de Asperger (uma forma leve de autismo) na infância circulam há mais de uma década, mas nunca foram confirmados por fontes médicas oficiais, familiares ou pelo próprio jogador.

A onda de especulações ganhou grande visibilidade em 2013, quando o ex-jogador brasileiro e atual senador Romário fez uma publicação no antigo Twitter (atual X) afirmando que Messi tinha Asperger e que isso estaria relacionado ao seu foco impressionante dentro de campo. Na mesma época, o jornalista e escritor Roberto Amado — sobrinho de Jorge Amado — publicou um artigo alimentando a mesma tese. Ele alegava que o comportamento mais reservado do jogador e sua timidez excessiva na infância seriam traços evidentes da condição.

No entanto, a história carece de qualquer base verídica. O médico argentino Diego Schwarzstein, que tratou Messi durante a infância devido a um problema de hormônio do crescimento (deficiência que quase comprometeu sua carreira), desmentiu publicamente a informação. Schwarzstein afirmou categoricamente que o atleta jamais foi diagnosticado com autismo ou qualquer outra alteração neurológica correlata sob seus cuidados. A própria família de Messi, por meio de seu pai, Jorge Messi, já cogitou processar os responsáveis pela propagação da história na época em que o boato estourou.

Especialistas em saúde mental alertam para os perigos de se realizar “diagnósticos à distância” baseados puramente em traços de personalidade, como a introversão de Messi. Embora o craque seja conhecido por seu jeito focado, silencioso e discreto na vida pessoal, essas características não bastam para enquadrar um indivíduo no espectro. A circulação contínua dessa história é classificada pela comunidade científica e esportiva como uma típica fake news que acabou se enraizando na cultura pop futebolística.