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Microbiota intestinal pode estar associada à depressão na gravidez, aponta estudo

crédito: Fezailc/Pixabay
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Um novo estudo publicado na Nature Communications revelou uma potencial relação entre a composição da microbiota intestinal e a ocorrência de depressão em mulheres grávidas. A pesquisa, conduzida por especialistas da Universidade de Turku, na Finlândia, reforça a importância do equilíbrio microbiano para a saúde mental, destacando implicações específicas durante a gestação.

A influência da microbiota no cérebro
A microbiota intestinal, formada por trilhões de microrganismos, desempenha um papel crucial na comunicação entre o intestino e o cérebro, conhecida como eixo intestino-cérebro. De acordo com os pesquisadores, a presença reduzida de bactérias benéficas, como Bifidobacterium e Lactobacillus, pode levar ao aumento de processos inflamatórios e afetar a produção de neurotransmissores, como serotonina, impactando o humor e as emoções.

Resultados da pesquisa
O estudo analisou amostras de fezes e informações clínicas de mais de 400 mulheres grávidas. Aquelas que apresentaram sinais de depressão tinham uma microbiota intestinal menos diversificada, com predomínio de bactérias associadas a processos inflamatórios. O impacto foi ainda mais evidente em mulheres com histórico de transtornos mentais.

Consequências e soluções
A depressão na gravidez afeta cerca de 10% a 20% das gestantes no mundo, sendo um problema de saúde pública com efeitos sobre a mãe e o bebê. Os pesquisadores sugerem que intervenções como probióticos e mudanças na dieta poderiam melhorar a composição da microbiota intestinal e, possivelmente, reduzir o risco de depressão.

Uma abordagem integrada
Os especialistas destacam que a análise da microbiota pode ser uma ferramenta complementar no cuidado pré-natal. A alimentação equilibrada, rica em fibras e alimentos fermentados, pode ser essencial para promover o equilíbrio microbiano e prevenir complicações relacionadas à saúde mental.