A famosa Catedral de Notre-Dame, um dos monumentos mais emblemáticos de Paris, será reaberta ao público no dia 8 de dezembro de 2024, após permanecer fechada por mais de cinco anos devido ao incêndio devastador de abril de 2019. A reabertura, marcada por uma estreia oficial na véspera, contará com a presença do presidente francês, Emmanuel Macron, e um show especial com artistas ainda não revelados.
A reabertura representa a conclusão de um enorme projeto de restauração, que é considerado por muitos uma “obra do século”. O trabalho de recuperação, que começou logo após o incêndio, foi financiado integralmente por doações que somaram 700 milhões de euros (aproximadamente R$ 4,2 bilhões). A restauração mobilizou cerca de 2.000 profissionais, incluindo artesões especializados em patrimônio histórico, com o objetivo de devolver à catedral sua antiga grandiosidade.
O incêndio de 2019 causou danos significativos, destruindo o telhado e fazendo com que a famosa flecha da catedral desabasse. Contudo, graças ao esforço coletivo de especialistas e trabalhadores, o projeto de proteção conseguiu respeitar o legado histórico do local, utilizando técnicas tradicionais e materiais autênticos para manter sua integridade arquitetônica.
O presidente Emmanuel Macron, que liderou o projeto de proteção, estipulou uma meta ousada: concluir as obras dentro de cinco anos, e essa promessa será cumprida com a reabertura em dezembro. A cerimônia de reabertura será uma oportunidade para Macron se dirigir ao público e celebrar a resiliência do povo francês, que se uniu em torno da causa. A presença de chefes de Estado estrangeiros está prevista, mas a lista oficial ainda não foi divulgada.
O impacto cultural e turístico da reabertura será enorme, com estimativas de que cerca de 15 milhões de visitantes anuais irão à Catedral de Notre-Dame. O evento também marcará o renascimento de um dos maiores símbolos da cultura francesa e do patrimônio mundial, que segue sendo uma grande atração tanto para os parisienses quanto para turistas de todo o mundo.

Foto: Thomas Samson/ AFP