google.com, pub-6509141204411517, DIRECT, f08c47fec0942fa0

Revista Nova Imagem - Portal de Notícias

Nos acompanhe pelas redes sociais

Nova pílula oral para diabetes supera o “Ozempic oral” em estudo clínico

Imagem: iStock
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on email

Orfogliprona da Eli Lilly reduz mais a glicemia e o peso que a semaglutida oral, mesmo nas doses mais baixas; saúde e inovação se encontram nessa promessa para diabéticos tipo 2.

A Eli Lilly acaba de apresentar resultados impressionantes de sua nova pílula experimental para diabetes tipo 2, chamada orfogliprona. Em estudo clínico de fase 3 ACHIEVE-3, ela foi comparada diretamente à semaglutida oral — popularmente conhecida como “Ozempic oral” ou Rybelsus — e obteve desempenho superior tanto no controle glicêmico quanto na perda de peso.

Resultados principais

  • Na dose mais alta (36 mg), a orfogliprona reduziu a hemoglobina glicada (A1C) em 2,2%, enquanto a semaglutida oral (14 mg) atingiu 1,4%.
  • Em termos de peso, os participantes com orfogliprona perderam em média 8,9 kg (9,2 %), comparados aos 5 kg (5,3 %) com semaglutida oral.
  • Mesmo nas doses mais baixas, a nova pílula superou a semaglutida oral, demonstrando eficiência consistente em diferentes concentrações.

Como funciona

A orfogliprona pertence à classe de medicamentos que mimetizam o hormônio GLP-1, semelhante à semaglutida. O diferencial: ela é comprimido oral de molécula pequena, o que facilita a fabricação e distribuição, além de dispensar o uso de injeções.
Isso a diferencia de versões injetáveis — como Ozempic, Wegovy, Mounjaro — que embora eficazes, demandam aplicação e logística mais complexa.

Perfil de segurança

O estudo identificou efeitos colaterais majoritariamente leves ou moderados, especialmente no sistema gastrointestinal, como náusea ou desconforto abdominal. A taxa de descontinuação por esses efeitos foi de 8,7% (12 mg) e 9,7% (36 mg) para orfogliprona, frente a 4,5% (7 mg) e 4,9% (14 mg) da semaglutida oral. Apesar disso, o perfil geral foi considerado consistente com estudos anteriores do medicamento.

Contexto e perspectivas

Foram incluídos 1.698 adultos com diabetes tipo 2, que não alcançaram controle adequado apenas com metformina, em um período de 52 semanas de acompanhamento.
Segundo a Eli Lilly, esses resultados apoiam a evolução para pedido de aprovação regulatória, e os dados completos devem ser apresentados em conferência médica em breve.

Comparações relevantes

  • A semaglutida oral (Rybelsus) já mostrava benefícios para reduzir A1C e, em doses mais altas, favorecer perda de peso, mas ficou atrás da orfogliprona no estudo atual.
  • A semaglutida injetável (Ozempic, Wegovy) é eficaz e bem estudada, especialmente em redução de risco cardiovascular e retinopatia diabética, mas exige injeções semanais.

Por que isso importa

  • O novo comprimido pode representar avanço significativo no tratamento oral para diabetes tipo 2, combinando eficácia e conveniência.
  • Facilita adesão ao tratamento diário, especialmente para quem evita injeções.
  • Pode impactar positivamente na gestão de peso e risco cardiovascular, agregando benefícios extra à atividade glicêmica.