Método de congelamento de tumor desenvolvido na Unifesp apresenta resultados promissores e pode revolucionar o tratamento da doença
Uma nova técnica desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) pode transformar o tratamento do câncer de mama no Brasil e no mundo. O procedimento, que consiste no congelamento do tumor, atingiu 100% de eficácia nos testes iniciais, mostrando-se uma alternativa promissora para casos específicos da doença. O estudo foi conduzido em colaboração com especialistas de diversas instituições e pode representar um avanço significativo na oncologia.
Como funciona o tratamento?
O método, conhecido como crioterapia tumoral, utiliza temperaturas extremamente baixas para destruir as células cancerígenas sem a necessidade de cirurgia invasiva. Durante o procedimento, uma agulha fina é inserida diretamente no tumor, e um gás frio é liberado, congelando e eliminando as células malignas.
A crioterapia já é utilizada no tratamento de outros tipos de câncer, como o de próstata e de fígado, mas esta é a primeira vez que sua aplicação no câncer de mama atinge um índice de eficácia tão alto.
Segundo os pesquisadores, o tratamento foi testado em pacientes com tumores pequenos e localizados. Em todos os casos estudados, o tumor foi completamente erradicado sem necessidade de quimioterapia ou radioterapia adicional.
Vantagens da crioterapia no tratamento do câncer de mama
Além da alta eficácia, a nova técnica apresenta diversas vantagens em relação aos métodos convencionais:
- Minimamente invasiva: dispensa cirurgia e grandes incisões, reduzindo o tempo de recuperação.
- Menos efeitos colaterais: não provoca os impactos agressivos da quimioterapia ou da radioterapia.
- Menos tempo de tratamento: o procedimento pode ser realizado de forma ambulatorial, sem necessidade de internação prolongada.
- Redução do risco de recorrência: os testículos indicam que a eliminação total do tumor reduz as chances de o câncer voltar.
O futuro da técnica e próximos passos
Os cientistas da Unifesp agora buscam ampliar os testes para um grupo maior de pacientes e obter aprovação para a aplicação do método em larga escala. A expectativa é que, nos próximos anos, o tratamento possa estar disponível em hospitais públicos e privados como uma alternativa eficaz para determinados casos de câncer de mama.
Especialistas ressaltam que, embora os primeiros resultados sejam animadores, ainda são necessários mais estudos para avaliar a eficácia do tratamento em tumores maiores ou mais agressivos.
A descoberta representa um avanço importante na luta contra o câncer de mama, que é o tipo mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a doença representa cerca de 30% dos novos casos de câncer relatados anualmente no país.
Com essa nova técnica, a esperança é que milhares de pacientes possam ter um tratamento mais rápido, menos agressivo e com maior chance de cura.