Dados atualizados revelam cenário de catástrofe em destinos turísticos como o estado de La Guaira; país soma milhares de feridos e desabrigados
Os fortes terremotos que atingiram a Venezuela no mês passado continuam revelando um cenário de devastação profunda à medida que as buscas avançam. Nesta quinta-feira (16), dados oficiais divulgados pelo presidente da Assembleia Legislativa do país, Jorge Rodríguez, apontam que o número de mortos subiu para 4.930.
A contagem de feridos permanece inalterada em 16.740 pessoas, enquanto o número de pessoas desabrigadas já atinge 17.907. Além disso, as autoridades informaram que o total de cidadãos acolhidos em abrigos temporários subiu para 21.210, refletindo a enorme crise humanitária que o país enfrenta após os abalos sísmicos.
Região turística se transforma em cenário de guerra
Os terremotos, que registraram magnitudes de 7,2 e 7,5 na escala Richter, deixaram marcas profundas por todo o território venezuelano, mas atingiram com extrema violência o estado litorâneo de La Guaira. Conhecida por suas praias paradisíacas e forte apelo turístico, a região agora se encontra sob decreto governamental de zona de desastre.
De acordo com o ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, as áreas mais severamente afetadas são os distritos de Caraballeda e Catia La Mar. Moradores e pessoas que viajaram para Caraballeda relatam que o local, antes ocupado por resorts, prédios modernos e uma vibrante gastronomia local de frutos do mar e café, assemelha-se agora a uma verdadeira “zona de guerra” devido à destruição de centenas de estruturas.
Mobilização e abrigos improvisados
Com o desabamento de mais de 100 prédios apenas no distrito de La Guaira, as comunidades locais têm se mobilizado para prestar socorro mútuo e organizar campanhas de arrecadação de fundos e suprimentos. Entre as principais estruturas voltadas para a ajuda está o Caraballeda Golf & Yacht Club.
Os extensos campos de golfe do clube, antes usados exclusivamente para lazer, agora servem de abrigo temporário para as famílias afetadas e também como ponto de acolhimento para aqueles que aguardam, com apreensão, notícias de parentes e entes queridos ainda desaparecidos entre os escombros.