Filme dirigdo por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, premiado em Cannes, será exibido na seção “Special Presentations” do prestigiado TIFF.
“O Agente Secreto”, o mais novo thriller político de Kleber Mendonça Filho, conquista mais um marco internacional: estreia confirmada no 50º Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF), que acontece entre 4 e 14 de setembro. A produção integra a seleção “Special Presentations”, ao lado de obras de grandes nomes como Guillermo del Toro, Jafar Panahi e Richard Linklater.
A trajetória do filme é marcada por êxitos globais. Após ganhar dois prêmios em Cannes — Melhor Diretor para Kleber Mendonça Filho e Melhor Ator para Wagner Moura — além dos prêmios FIPRESCI e Art et Essai, teve sessões lotadas em pré-estreias realizadas em Portugal. Foi exibido também nos festivais de Wroclaw (Polônia), Sydney (Austrália) e em sessões ao ar livre no Louvre, na França.
Produzido por parceria entre Brasil, França, Holanda e Alemanha, o filme é um suspense ambientado no Recife de 1977, onde Marcelo (Wagner Moura), um especialista em tecnologia, retorna em busca de reconciliação com o passado — apenas para ser confrontado pela ditadura e por memórias que insistem em persegui-lo. O elenco também conta com Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone, Alice Carvalho, Hermila Guedes e Udo Kier.
Em Toronto, o filme será exibido ao lado de grandes apostas para o Oscar 2026. O diretor Kleber já havia passado pelo festival com “Aquarius”, “Bacurau” e “Retratos Fantasmas” e celebra mais essa conquista.
Com estreia nacional prevista em 6 de novembro pela Vitrine Filmes, “O Agente Secreto” receberá sessões especiais no Brasil durante setembro e outubro distribuidora MK2 anunciou que o longa será lançado em 94 países, incluindo China, EUA, México, Coreia do Sul, Nova Zelândia e Finlândia.
A percepção crítica também é calorosa: no site Rotten Tomatoes, alcançou 100% de aprovação com nota média 8,9/10 baseado em 34 críticas; no Metacritic, teve média de 87/100 — definindo sua recepção como “aclamação universal”. A imprensa estrangeira destacou a densa narrativa política, a fotografia cuidadosa e o desempenho impecável de Moura