Um estudo realizado por pesquisadores da Unifesp, USP, Fiocruz e Universidade de Santiago do Chile revelou que o consumo de alimentos ultraprocessados é responsável por cerca de 57 mil mortes anuais no Brasil. Esses produtos, como refrigerantes, salgadinhos e pratos congelados, representam 20% das calorias consumidas pelos brasileiros. Segundo o levantamento, uma redução pela metade no consumo poderia evitar até 29 mil mortes por ano. Os ultraprocessados estão associados a doenças como obesidade, diabetes e problemas cardiovasculares devido ao excesso de açúcares, gorduras e aditivos químicos.
Como isso destaca a importância de políticas públicas para promover dietas mais saudáveis e conscientizar a população sobre os riscos desse tipo de alimentação. No Brasil, o impacto desses produtos na saúde é agravado pela alta acessibilidade e pela publicidade direcionada a diferentes públicos. Estudos anteriores apontaram que, globalmente, os alimentos ultraprocessados estão ligados ao aumento de mortalidade e doenças crônicas, reforçando a necessidade de ações conjuntas entre governo, indústria e sociedade.