A adoção da barba pelo príncipe gera discussões sobre tradição e modernização na Casa de Windsor
O príncipe William, de 42 anos, tem chamado a atenção nas últimas aparições públicas ao exibir uma barba que, por tradição na Casa de Windsor, já gerou polêmicas familiares. Essa mudança de visual remete a um contexto histórico em que os membros da realeza eram aconselhados a manter uma aparência limpa e livre de pelos faciais, especialmente em eventos formais. Essa tradição, que se origina de razões históricas e culturais, foi uma questão controversa durante o casamento do príncipe Harry em 2018.
Naquela ocasião, William expressou descontentamento com a barba de Harry, que foi interpretada como uma violação dos protocolos reais. Em seu livro de memórias, Spare, Harry compartilhou que a barba era vista como um desvio das normas, principalmente porque ele se casaria usando o uniforme do Exército, o que, segundo a tradição, exigia uma apresentação mais austera e livre de adornos. A crença por trás dessa tradição está relacionada à história militar; em guerras, ter os pelos faciais cortados por um inimigo era considerado uma humilhação.
Contudo, essa concepção tradicional parece estar se desvanecendo, à medida que tanto William quanto Harry, entre outros membros da realeza, estão começando a adotar visuais que refletem as mudanças na sociedade moderna. William, ao adotar a barba, parece estar seguindo uma tendência que busca uma modernização da imagem da família real, alinhando-se com uma nova geração que valoriza a expressão pessoal.
A transição de William pode ser vista não apenas como uma escolha estética, mas também como um símbolo da evolução das normas dentro da realeza britânica. Ao se distanciar dos rígidos protocolos do passado, ele pode estar sinalizando uma abertura para novas interpretações sobre o que significa ser um membro da realeza no século XXI.
Com essa mudança, William pode estar se preparando para um futuro em que a aparência não é apenas uma questão de tradição, mas também de identidade pessoal e conexão com o público. Essa transformação na estética da família real pode impactar sua imagem e relacionamento com os cidadãos, que cada vez mais esperam uma realeza mais acessível e menos rígida.

Foto: Getty Images / Purepeople