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O que é câncer em remissão e como isso afeta o tratamento de Kate Middleton

Foto: Chris Jackson/Reuters. Kate Middleton conversa com paciente durante visita ao Royal Marsden Hospital, em Londres, nesta terça (14)
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Princesa Britânica compartilha boas notícias sobre sua saúde, mas médicos alertam que a remissão não significa cura definitiva

No último dia 14 de janeiro, Kate Middleton, princesa do Reino Unido, acidentalmente com o público uma boa notícia: seu câncer está em remissão. A princesa, que passou pelo tratamento para a doença, expressou gratidão pelo apoio contínuo que foi recebido e reafirmou seu compromisso com a recuperação. No entanto, a remissão não significa cura definitiva, e os especialistas alertam que o tratamento ainda deve continuar.

O que é remissão no câncer?

A remissão é um termo comum no tratamento do câncer e indica que os sinais da doença desaparecem, pelo menos temporariamente. Em sua publicação nas redes sociais, Kate Middleton afirmou: “Como qualquer um que tenha passado por um diagnóstico de câncer sabe, leva tempo para se ajustar a um novo normal. No entanto, estou ansioso por um ano gratificante pela frente. Há muito o que esperar. Obrigada a todos pelo apoio contínuo”. A declaração trouxe resposta aos seus fãs, mas também gerou questões sobre o que realmente significa estar em remissão.

O termo remissão refere-se à ausência de tumor, bloqueado por meio de exames clínicos, de imagem ou até mesmo por marcadores tumorais sanguíneos, como o TSA (antígeno específico da próstata), usado no câncer de próstata. Segundo o Dr. Fernando Maluf, oncologista do Hospital Albert Einstein, a remissão pode ser completa, onde não há mais vestígios do tumor, mas isso não significa que a cura tenha sido alcançada. O tumor pode retornar após meses ou até anos, o que exige monitoramento contínuo.

“Remissão completa significa que o tumor desapareceu, mas isso não garante que ele não voltará”, explica o Dr. Maluf. Ele acrescenta que a cura do câncer envolve não apenas uma remissão completa, mas também uma durabilidade dessa remissão ao longo do tempo. A avaliação da remissão é complexa, pois a chance de recidiva depende do tipo de câncer e de como ele responde ao tratamento.

A evolução dos testes de monitoramento do câncer

O monitoramento de pacientes em remissão é crucial para detectar uma possível volta do câncer. Uma das inovações mais promissoras nesse campo é a investigação líquida. Esse teste, que ainda está em fase de estudos, detecta fragmentos de DNA de células tumorais circulantes no sangue. Essa técnica oferece uma forma mais sutil e precoce de identificação de vestígios de câncer que podem não ser visíveis em exames tradicionais de imagem ou de sangue.

“A pesquisa líquida ainda está em desenvolvimento, mas em breve deverá ser usada de forma mais abrangente na rotina clínica. Ela pode detectar células tumorais remanescentes, oferecendo uma ferramenta valiosa no monitoramento da remissão e na prevenção da recidiva”, afirma o oncologista.

Embora Kate Middleton esteja em remissão, os médicos continuam a monitorar sua saúde com exames regulares e acompanhamento constante. O fato de ela estar em remissão é uma excelente notícia, mas como o câncer pode ser imprevisível, a recuperação total é um processo longo e exige cuidados contínuos.

Conclusão: Remissão é um passo positivo, mas a vigilância continua

A remissão do câncer de Kate Middleton traz um problema significativo, mas também ressalta a complexidade do tratamento oncológico. A princesa segue com sua vida, focada na adaptação ao novo normal, mas a vigilância contínua e o acompanhamento médico serão essenciais para garantir que o tumor não retorne. A evolução das técnicas de monitoramento, como a biópsia líquida, promete melhorar a precisão no diagnóstico e acompanhamento, oferecendo esperança para todos aqueles que enfrentam a batalha contra o câncer.