google.com, pub-6509141204411517, DIRECT, f08c47fec0942fa0

Revista Nova Imagem - Portal de Notícias

Nos acompanhe pelas redes sociais

ONU alerta para intensificação do El Niño a partir de agosto e risco de eventos climáticos extremos

crédito: AGEU KEHRWALD
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on email

Segundo a Organização Meteorológica Mundial, o fenômeno deve atingir forte intensidade entre agosto e outubro, elevando as temperaturas globais e alterando o regime de chuvas em várias partes do planeta.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgou um alerta sobre o fortalecimento do fenômeno El Niño nos próximos meses. A previsão das autoridades é que o fenômeno ganhe ainda mais força entre agosto e outubro de 2026, com potencial para atingir patamares elevados de intensidade.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento atípico das águas superficiais do Oceano Pacífico nas regiões central e leste. Esse aquecimento provoca reflexos diretos no clima global, elevando as temperaturas médias em diversas regiões do mundo e desregulando o padrão normal de chuvas.

Além do El Niño, os meteorologistas preveem a ocorrência do fenômeno chamado Dipolo do Oceano Índico (IOD) em sua fase positiva. Esse padrão climático é marcado pelo aquecimento acima da média no oeste do Oceano Índico e pelo resfriamento na porção leste.

A combinação de ambos os fenômenos pode intensificar severamente os impactos climáticos globais, aumentando de forma considerável os riscos de secas prolongadas, grandes enchentes e incêndios florestais, com atenção especial para os países localizados na bacia do Oceano Índico. Para mitigar os danos, a OMM informou que está reforçando os serviços de apoio e a distribuição de informações preventivas para ajudar as nações a se prepararem antecipadamente.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, destacou a gravidade da situação ao comentar o relatório: “O El Niño está se intensificando, jogando lenha na fogueira de um planeta já em chamas, com ondas de calor escaldantes, incêndios florestais apocalípticos e mares com temperaturas recordes. Os combustíveis fósseis estão alimentando as chamas dessa crise”.