google.com, pub-6509141204411517, DIRECT, f08c47fec0942fa0

Revista Nova Imagem - Portal de Notícias

Nos acompanhe pelas redes sociais

Pesquisa na Baía de Todos-os-Santos testa uso de esponjas nativas para conter espécies invasoras

Crédito: Divulgação
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on email

Estudo desenvolvido em estruturas marinhas de Itaparica investiga se organismos brasileiros de rápido crescimento conseguem criar barreiras naturais contra animais exóticos.

Uma pesquisa científica desenvolvida na Baía de Todos-os-Santos está avaliando o potencial de esponjas marinhas nativas do Brasil para conter a fixação e proliferação de espécies invasoras em estruturas artificiais. O experimento prático ocorreu na Marina de Itaparica, onde placas com diferentes combinações desses organismos permaneceram submersas por seis meses, entre fevereiro e agosto.

O material foi retirado do mar recentemente e levado para triagem na sede da ONG PRÓ-MAR, localizada em Mar Grande, no município de Vera Cruz. No local, pesquisadores realizam a identificação dos seres vivos que povoaram as estruturas durante o período de imersão. Embora os dados ainda sejam preliminares, os cientistas preveem divulgar as conclusões definitivas no primeiro semestre de 2027.

Como o estudo é realizado

Construções marinhas feitas pelo ser humano, como portos, marinas e quebra-mares, oferecem superfícies homogêneas e mais simples do que os ambientes naturais formados por rochas. Essa característica costuma facilitar o assentamento de organismos exóticos trazidos por embarcações.

Para testar uma solução biológica para esse problema, o projeto instalou placas contendo uma, duas ou três espécies de esponjas locais. Por apresentarem crescimento veloz, a ideia é verificar se a ocupação prévia do espaço por esponjas nativas funciona como um bloqueio ao estabelecimento de espécies invasoras.

Segundo Edson Vieira, pesquisador da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e um dos condutores do estudo ao lado de Gustavo Dias, da Universidade Federal do ABC (UFABC), o objetivo central é avaliar se esses organismos nativos atuam como barreira protetora no substrato artificial.

Rede nacional e parcerias

A iniciativa faz parte da Rede IntegraMar, financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Além da Bahia, testes idênticos são realizados em outros quatro estados do litoral brasileiro: Rio de Janeiro, Paraná, São Paulo e Alagoas. A comparação integrada dos dados obtidos nas cinco regiões servirá de base para a criação de novas estratégias de gestão e preservação dos ecossistemas marinhos no país.

Na Bahia, o estudo é feito em parceria entre a UESC, a UFABC, o Laboratório de Ecologia Bentônica da Universidade Federal da Bahia (LEB-UFBA) e o Projeto Mares, que pertence à ONG Socioambientalista PRÓ-MAR. O Projeto Mares conta com a parceria da Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental. Ricardo Miranda, coordenador científico do Projeto Mares e integrante do LEB-UFBA, reforça que a análise do material coletado em laboratório ajudará a definir a eficácia real da técnica.