Investigação aponta indícios de tráfico humano, exploração sexual de menores e obstrução da justiça. Prisão preventiva ocorreu em operação conjunta e teve ampla repercussão após denúncias públicas.
A Justiça da Paraíba decretou a prisão preventiva de Hytalo Santos e de seu marido, Israel Nata Vicente (MC Euro), com base em três pilares fundamentais: garantia da ordem pública, prosseguimento da investigação criminal e eficácia do processo penal.
O despacho judicial ressalta a existência de fortes indícios de:
- tráfico de pessoas;
- exploração sexual de adolescentes;
- trabalho infantil irregular;
- lavagem de dinheiro.
Além disso, foram constatados comportamentos que configuram obstrução da justiça — destruição ou ocultação de provas, remoção rápida de bens e esforço para atrapalhar as investigações.
Como ocorreu a prisão
A operação aconteceu em 15 de agosto de 2025, na cidade de Carapicuíba (SP), onde o casal foi encontrado dormindo em uma casa alugada (descrito como mansão). A ação foi conduzida pela Polícia Civil de São Paulo (DEIC-SP), com apoio da PRF e coordenação do Ministério Público da Paraíba, MP do Trabalho, GAECO, e outros órgãos.
No momento da prisão, foram apreendidos oito celulares e um veículo, e verificou-se que havia oito adultos na casa — não havia menores no local.
Contexto e repercussão
A investigação teve início em 2024, após denúncias anônimas via “Disque 100” e relatos de vizinhos sobre festas com menores que incluíam cenas sugestivas e consumo de bebidas alcoólicas. Em 6 de agosto, o youtuber Felca lançou um vídeo viral denunciando a “adultização” de crianças e adolescentes por Hytalo, com destaque a jovens como “Kamylinha”, exposta de forma sexualizada desde os 12 anos.
A repercussão foi nacional. Propostas de endurecer penalidades para aliciamento infantil online foram sugeridas, incluindo a chamada “Lei Felca”. A Justiça já havia determinado a suspensão das redes sociais de Hytalo, proibição de contato com menores e desmonetização de seus conteúdos.
Novidades recentes
- A prisão aconteceu enquanto o casal dormia, em uma residência nova — indício de tentativa de fuga ou ocultamento.
- A decisão judicial reforça a necessidade da prisão preventiva devido às tentativas prévias de prejudicar a investigação, incluindo esvaziamento da casa e ocultação de provas.
- A defesa afirmou não ter recebido os fundamentos da decisão ainda e anunciou intenção de recorrer, recorrendo a habeas corpus, e reafirmou a inocência dos clientes