Após sucesso em procedimento no Natal, ex-presidente segue em recuperação na UTI; complexidade de aderências intestinais mantém equipe médica em alerta.
A fase agora é de observação cuidadosa. Após passar pela sua oitava cirurgia desde o atentado de 2018, o ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta um período pós-operatório que, embora estável, é considerado delicado. Internado em Brasília, ele se recupera da intervenção realizada na última quinta-feira (25) para tratar uma hérnia abdominal e obstruções no trato digestivo.
O grande desafio desta etapa são as chamadas “aderências”. Como o abdômen do ex-presidente já passou por muitas intervenções, o corpo cria tecidos cicatriciais que podem dificultar o funcionamento natural do intestino. Por conta disso, a equipe médica, liderada pelo Dr. Antônio Macedo, monitora cada detalhe para evitar que o sistema digestivo sofra novas interrupções, o que poderia levar, em casos extremos, a uma nova abordagem cirúrgica.
Recuperação e cuidados intensivos No momento, Bolsonaro permanece na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por precaução, um procedimento padrão para casos com seu histórico clínico. Ele está consciente e faz uso de uma sonda nasogástrica, técnica utilizada para aliviar o estômago e permitir que o intestino retome suas funções gradualmente e sem esforço.
Os próximos três dias são vistos pelos especialistas como a “janela de ouro” para determinar a evolução do quadro. A dieta será retomada de forma muito lenta, começando exclusivamente por líquidos, para testar a resposta do organismo às cicatrizes internas.
Apoio e expectativa de alta Ainda não há uma data confirmada para que o ex-presidente deixe o hospital. A prioridade absoluta é garantir que o trânsito intestinal esteja totalmente normalizado. Enquanto isso, familiares e aliados políticos seguem acompanhando de perto e agradecendo o apoio e as orações que chegam de todo o país.