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Preta Gil será homenageada na Parada LGBTQIAPN+ da Rocinha: uma celebração de amor e legado

Divulgação
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Com o tema “O Amor Nunca Acabou”, o evento que acontece em 13 de setembro na Rocinha vai lembrar a cantora e ativista Preta Gil, valorizando liberdade, afeto, força de existir e seu compromisso com a comunidade LGBTQIAPN+.

A cantora Preta Gil será a grande homenageada da próxima Parada LGBTQIAPN+ da Rocinha, marcada para o dia 13 de setembro de 2025, com concentração na Estrada da Gávea, em frente à Quadra da Rua 1. A escolha do tema — “O Amor Nunca Acabou” — é um convite tocante à celebração da liberdade, do afeto e da força de existir em plenitude, pilares que marcaram a vida e a trajetória de Preta Gil.

O evento, que conta com apoio da Associação de Moradores da Rocinha, promete ressoar como uma homenagem calorosa e simbólica. “Essa edição da parada será muito especial”, afirmou a organizadora Priscila Rodrigues.

A ligação de Preta com a comunidade vai muito além do palco. Durante a pandemia, em abril de 2020, ela distribuiu cerca de oito mil itens de higiene pessoal aos moradores da favela, inclusive álcool em gel, com um gesto espontâneo e sentido: “Eu vejo a comunidade da minha janela e quis ir pessoalmente conversar, levar informação aos líderes comunitários. Essa é uma hora de união e engajamento … Se cada um fizer um pouco, atenuaremos os danos causados pelo vírus em nossa comunidade”. Além disso, em 2014, ela cantou e celebrou seu aniversário de 40 anos num animado baile funk da Rocinha, reforçando seu vínculo afetivo com a favela.

Preta Gil ganhou reputação nacional não apenas por seu talento musical, mas por sua luta incansável pela visibilidade e pelos direitos da comunidade LGBTQIAPN+. Ela participou de diversas edições da Parada LGBTQIAPN+ em São Paulo e outras cidades, sempre posicionando-se como uma aliada ativa e presente. A homenagem neste evento carioca ganha ainda mais significado por ser a primeira após sua morte, em 20 de julho de 2025, vítima de complicações de um câncer colorretal, aos 50 anos.

Preta Gil deixa um legado profundo de resistência, autoaceitação e transformação social. Em sua carreira, ela enfrentou com coragem questões como racismo, gordofobia e lgbtfobia, afirmando com força que “existir é um ato político”. Sua música “Sinais de Fogo”, assumida por ela como hino, voltou a emocionar o público após sua passagem, entoado em velórios, shows e manifestações culturais como símbolo de resistência e celebração.

Ao honrar Preta Gil, a Parada da Rocinha reverencia não apenas uma artista, mas uma mulher que escreveu com sua vida e arte um manifesto de amor, diversidade e empoderamento. Uma celebração que mostra que, mesmo após sua partida, seu legado de luta e afeto segue vibrando com intensidade.