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Quando a tevê se adapta ao celular: a nova “novela vertical” da Globo com Jade Picon como vilã

crédito: Observatorio dos Famosos
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Em um formato pensado para dispositivos móveis, episódios curtos e elenco jovem marcam a aposta da emissora — entenda o que muda e por que isso importa

A TV Globo está prestes a dar um passo ousado no universo das novelas: uma produção em formato vertical, feita para celulares, plataformas de streaming e redes sociais, com capítulos curtos e narrativa adaptada ao ritmo digital. E a escolhida para assumir o papel de vilã é a atriz e influenciadora Jade Picon.

O que é “novela vertical”?

Chamado em alguns veículos de “microdrama”, esse formato funciona de forma diferente das novelas tradicionais:

  • Os episódios têm poucos minutos de duração (em alguns projetos, até 1 min30 ou 5 minutos).
  • A gravação e edição são pensadas para tela em pé (9:16), ou seja, para o celular na vertical — não apenas cortar um vídeo horizontal, mas filmar já pensando no formato vertical.
  • A narrativa precisa capturar atenção rápido, ter ganchos mais frequentes, pois o consumo em mobile tende a ser mais fragmentado.
  • A distribuição se dá via plataformas digitais e redes sociais, com integração de streaming, app e feed das redes, mais do que pela tevê linear.

Essa novidade surge num momento em que o consumo de vídeo no Brasil e no mundo migra cada vez mais para o celular, para formatos rápidos e de fácil acesso — e a Globo está testando esse formato como piloto ou como primeira incursão pesada nessa lógica.

Jade Picon como vilã e o elenco em destaque

Jade Picon foi confirmada para o papel de vilã nessa nova produção vertical da Globo. Além dela, nomes como Débora Ozório e Daniel Rangel também foram citados como protagonistas do projeto.

Vale destacar que Jade não é apenas atriz: ela acumula seguidores nas redes sociais e tem apelo digital – o que faz sentido para um projeto pensado para consumo “na palma da mão”. Muitos analistas veem essa escolha como estratégica, pois ajuda a conectar o formato novo com o público jovem e habituado a influenciadores.

Por que isso pode ser um divisor de águas

Essa proposta representa uma mudança de paradigma: uma emissora tradicional de televisão criando conteúdo nativo para mobile, com lógica diferente da novela clássica — tanto em duração, formato, como em distribuição. Vejamos alguns impactos:

  • A narrativa precisa ser mais ágil, menos “fillers” (cenas de transição longas), e ter foco em manter o interesse imediato.
  • A forma de medir sucesso muda: não só audiência linear de tevê, mas visualizações, retenção, engajamento em redes sociais, compartilhamentos, “stories” etc.
  • Pode haver novo modelo de monetização: eventos digitais, “capítulos desbloqueados”, publicidade integrada ou formatos de assinatura. Um artigo destacou que esse tipo de microdrama já movimenta milhões em outros mercados.
  • Para o público brasileiro, abre-se mais uma forma de consumir dramaturgia, que se ajusta ao ritmo acelerado do celular — “assistir quando tiver tempo”, “em qualquer lugar”, “em formato curto”.

E os riscos ou pontos de atenção

Claro que, como todo experimento, há desafios:

  • Adaptar dramaturgia tradicional (que costuma ter trama extensa, muitos personagens, ritmo mais cadenciado) para curtíssimo formato e para vertical não é trivial. Pode haver perda de profundidade ou sensação de “episódios muito rápidos”.
  • A aceitação do público: embora o consumo de vídeo vertical cresça, ainda há quem prefira formatos mais longos, mais “imersivos”. Será que o público de novela vai migrar?
  • A monetização: o formato pode gerar receita, mas depende de acerto de estratégias. Se for só “curto, rápido”, pode gerar engajamento, mas se não houver modelagem sólida, o custo-benefício pode ficar desfavorável.
  • A marca da Globo precisa garantir que qualidade artística não fique em segundo plano frente ao formato “rápido”.

O que muda para quem assiste

Se esse projeto for realmente lançado, quem consome dramaturgia vai perceber:

  • Capítulos curtos, que talvez sejam liberados diariamente ou várias vezes por semana.
  • Pode haver interação maior com redes sociais — “clipes”, “extras”, “bastidores” em apps.
  • O dispositivo preferencial será o celular (embora isso não exclua TV ou streaming).
  • Pode haver uma intersecção entre o “tradicional” (novela na TV) e esse novo formato: talvez personagens cruzem, histórias conectadas, mas a forma de consumo diferente.

Para onde isso aponta

Esse movimento da Globo mostra que a tevê tradicional está atenta às mudanças de hábito digital. O “vertical”, o “curto”, o “mobile-first” são tendências fortes — e ao observar esse projeto, vemos:

  • A dramaturgia como um campo que vai se renovando, experimentando.
  • O público mais jovem como centro de atenção — e o formato é adaptado para ele.
  • A possibilidade de narrativas híbridas: parte da tevê, parte do streaming, parte das redes.
  • Um possível impacto no mercado publicitário, em marcas que querem investir em narrativa digital menor e mais ágil.