Ação inusitada do monarca britânico marca sua retomada à agenda pública e destaca apoio à música comunitária no Reino Unido
O rei Charles III surpreendeu os convidados de um evento realizado na última quinta-feira (3) ao participar de uma apresentação musical tocando uma canção de ninar com um instrumento feito de cenoura. O evento, realizado no majestoso Castelo de Windsor, teve como objetivo homenagear e reconhecer o trabalho de indivíduos e organizações envolvidos com a música comunitária em diversas regiões do Reino Unido.
Acompanhado pela irreverente London Vegetable Orchestra, um grupo formado por músicos profissionais que confeccionam e executam músicas em instrumentos feitos inteiramente de vegetais, o monarca britânico participou da performance de forma entusiástica. A orquestra, que já é conhecida por sua abordagem criativa e ecológica, utilizou instrumentos feitos de cenoura, pepino, abóbora, entre outros alimentos, demonstrando que a música pode surgir dos lugares mais inusitados.
Charles III, diagnosticado com câncer no início de 2024, havia reduzido sua agenda pública nos últimos meses. A aparição no evento marca um retorno simbólico e significativo às funções reais, após sua breve internação hospitalar ocorrida em 27 de março devido a efeitos colaterais do tratamento oncológico. Segundo fontes do Palácio de Buckingham, o rei recebeu alta no mesmo dia da internação e tem demonstrado boa recuperação, adaptando sua agenda às recomendações médicas.
Durante a recepção no castelo, Charles conversou com membros da comunidade musical britânica e reforçou seu compromisso com a cultura e as artes, áreas que sempre tiveram destaque ao longo de sua trajetória como príncipe e agora como rei. A escolha por participar de um evento voltado à música comunitária reflete o histórico do monarca em apoiar causas sociais e ambientais.
A London Vegetable Orchestra, inspirada em grupos similares como a Vienna Vegetable Orchestra, busca chamar atenção para a sustentabilidade, criatividade e o reaproveitamento de alimentos. Após as performances, os vegetais costumam ser destinados à compostagem ou doados para alimentação animal, reforçando o caráter consciente do projeto.
A inusitada cena do rei tocando uma cenoura viralizou nas redes sociais e foi amplamente divulgada pela imprensa internacional, despertando curiosidade e admiração pelo bom humor do monarca e por sua disposição em interagir com o público de maneira acessível e carismática.
O gesto de Charles III é simbólico também por acontecer em um momento de recuperação pessoal e de reafirmação da monarquia como uma instituição próxima do povo. O uso de instrumentos de vegetais, além de inusitado, destaca mensagens de sustentabilidade, criatividade e empatia — valores que o monarca tem procurado evidenciar em seu reinado.