Ministro André Mendonça acolheu pedido da Polícia Federal, que teme que o poder de influência do empresário possa atrapalhar o andamento das investigações
Nesta quinta-feira (5), o cenário jurídico e policial ganhou um novo capítulo importante. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), bateu o martelo e determinou que o empresário Daniel Vorcaro, nome à frente do Banco Master, seja transferido imediatamente para a Penitenciária Federal de Brasília.
A decisão não veio do nada. O ministro atendeu a um pedido direto da Polícia Federal (PF), que demonstrou preocupação com a permanência de Vorcaro em uma unidade prisional comum (estadual). Segundo as autoridades, a mudança é essencial para garantir dois pontos principais: a segurança física do próprio investigado e um controle muito mais rigoroso sobre quem ele acessa e quem o acessa.
O peso da influência O argumento central da Polícia Federal é o tamanho da rede de contatos do empresário. Para a PF, Vorcaro possui uma capacidade enorme de articulação, transitando com facilidade entre figuras influentes tanto do setor público quanto do privado. Em termos práticos, a polícia acredita que, se ele continuasse em um presídio comum, poderia, em tese, usar esse prestígio para interferir no trabalho dos investigadores ou até dificultar o cumprimento de ordens da Justiça.
Ao analisar o caso, o ministro André Mendonça concordou com esse tom de alerta. Em seu texto, ele destacou que a situação atual exige “cautela redobrada”. Para o ministro, o risco de o investigado mobilizar essas “redes de influência” para atuar direta ou indiretamente no caso é real o suficiente para justificar a transferência para uma unidade de segurança máxima.
Próximos passos Com a canetada de Mendonça, a transferência deve ser feita sem demora. A Polícia Federal já recebeu ordens para organizar toda a logística de transporte e segurança, trabalhando em conjunto com as direções dos presídios envolvidos para levar o banqueiro à capital federal. O objetivo final é um só: garantir que a prisão preventiva seja efetiva e que as instituições consigam trabalhar sem riscos de pressões externas.