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Superman de James Gunn provoca confronto cultural: herói imigrante é alvo de críticas enquanto bilheteria dispara

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Novo filme rompe com o discurso tradicional do herói e enfatiza temas como imigração, bondade e justiça — o que provocou acusações de “super‑woke” por conservadores, ainda que o legado político de Superman seja muito anterior à polêmica atual.

Enquanto familiares do herói em quadrinhos viam em Clark Kent símbolos de valores americanos, Gunn reinterpreta esse arquétipo como “a história da América”: um imigrante que chega de outro mundo, se integra ao país e coloca a bondade humana como valor central.

Reações — de celebração à resistência

  • Fox News veiculou críticas ferrenhas, classificando o longa como “super‑woke”, e personalidades como Kellyanne Conway o acusaram de “doutrinação ideológica”.
  • Dean Cain, ex-Superman da TV nos anos 1990, sugeriu que Hollywood está “contaminando” o personagem, perguntando inquieto “até onde vão tornar esse herói woke?”.
  • Em contraste, críticos e historiadores ressaltam que a imigração já fazia parte do DNA do personagem desde 1938, criado por filhos de imigrantes judeus, e que o novo filme está simplesmente retomando essa raiz.

O diretor, em entrevista ao Entertainment Weekly, afirmou que sua intenção é reacender a empatia e a bondade como pilares morais, não promover uma agenda política específica. Ele também aproveita a estreia para rebater a acusação de “woke”, questionando quais partes do roteiro justificariam tal rótulo.

Apesar do calor do debate, o filme estreou forte: registrou US$ 122 milhões nos EUA no fim de semana de estreia, impulsionando uma arrecadação global de mais de US$ 400 milhões. A aprovação entre críticos também diz muito: 82% no Rotten Tomatoes.

O enredo e a relevância cultural

A trama deixa de lado detalhes da origem, mergulhando diretamente em conflitos de fronteira, criticismo contra xenofobia e dilemas da intervenção política — como um Superman que age contra um líder autoritário estrangeiro. O filme ainda aborda a influência das redes sociais e a caricatura de vilões poderosos como metáforas de personalidades públicas atuais.