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Último adeus a Juliana Marins em cerimônia pública em Niterói

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Velório aberto ao público ocorre nesta sexta‑feira; família aguarda novo laudo da autópsia realizada no Rio após tragédia na Indonésia

A publicitária e mochileira Juliana Marins, 26 anos, será velada nesta sexta‑feira (4 de julho de 2025), no Cemitério e Crematório Parque da Colina, em Niterói (RJ), sua cidade natal. A cerimônia, dividida em dois momentos, começará aberta ao público das 10h às 12h e seguirá, das 12h30 às 15h, de modo restrito a familiares e amigos mais próximos.

Juliana perdeu a vida no final de junho na Indonésia, enquanto realizava um mochilão pela Ásia, que incluía países como Filipinas, Tailândia, Vietnã e, por fim, a Ilha de Lombok. Foi durante a trilha ao monte Rinjani, com quase 3.726 m de altitude, que ela sofreu uma queda de aproximadamente 300 m numa encosta íngreme. Socorristas encontraram Juliana com vida, graças a imagens de drone, no dia 21 de junho, mas só conseguiram resgatá-la em 24 de junho – entretanto ela não resistiu.

A autópsia inicial, realizada em Bali, apontou múltiplas fraturas no tórax, ombro, coluna e coxa, resultando em hemorragia interna; a morte teria ocorrido cerca de 20 minutos após o impacto. No entanto, a falta de precisão sobre o horário exato levou a família a solicitar uma nova necropsia no Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto, no Rio de Janeiro. O exame, conduzido na manhã de quarta-feira (2), contou com a presença de dois peritos da Polícia Civil, um legista federal, um representante da Defensoria Pública da União e um assistente técnico da família. O laudo preliminar deve ser divulgado em até sete dias.

Equipes brasileiras, internacionais e voluntários enfrentaram terreno acidentado, neblina e chuvas, localizando Juliana inicialmente por meio de drone e sinais deixados por ela, como uma lanterna. Após o resgate, seu corpo foi repatriado via voo comercial até Guarulhos (SP) e levado de avião da FAB até o Rio, com custos cobertos pela Prefeitura de Niterói, que também homenageou Juliana rebatizando trilha e mirante com seu nome.

A família contesta o primeiro laudo e busca respostas claras sobre as circunstâncias exatas da morte. A Defensoria Pública da União e a Advocacia-Geral da União acompanham o caso e solicitaram esclarecimentos por parte da Polícia Federal. Nas redes sociais, amigos e seguidores expressam comoção e prestam solidariedade, destacando a coragem e o espírito aventureiro de Juliana.