Peça com direção de Christiane Jatahy estreia em outubro no Trapiche Barnabé antes da inauguração do CCBB no Palácio da Aclamação
Salvador vai brilhar no início de outubro com a estreia mundial de Um Julgamento – Depois de Um Inimigo do Povo, espetáculo protagonizado por Wagner Moura e dirigido pela premiada Christiane Jatahy. A montagem é parte das ações do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), que chega à capital baiana antes mesmo da inauguração oficial da sua sede no Palácio da Aclamação.
A temporada vai de 3 a 12 de outubro, com uma suspensão no dia 7. Os horários são bem pensados para o público: 20h de segunda a sexta, 21h nos sábados e 19h aos domingos. As apresentações acontecerão no charmoso Trapiche Barnabé, localizado no bairro do Comércio.
Os ingressos têm preços acessíveis: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada legal e clientes Banco do Brasil) — mesmo valor praticado nas unidades do CCBB em outras capitais.
No palco, Moura interpreta Thomas Stockmann, o médico idealista que denuncia a contaminação das águas de um balneário e, por isso, se vê envolto em um julgamento público que questiona se ele é um herói ou um “inimigo do povo”. O texto é uma criação original baseada na clássica obra Um Inimigo do Povo, escrita por Henrik Ibsen, com autoria compartilhada entre Wagner Moura, Christiane Jatahy e Lucas Paraizo.
O elenco conta ainda com Danilo Grangheia, Marjorie Estiano — que participará via vídeo, trazendo uma fusão de linguagens — e Julia Bernat. A encenação promete um teatro contemporâneo e instigante, ideal para quem busca novas formas de expressão artística.
A escolha de Salvador como local da estreia reforça a relevância cultural da cidade e o compromisso do CCBB em descentralizar produções de peso. A ação prévia à inauguração no Palácio da Aclamação simboliza o desejo de integrar a cena artística local desde o início.
Além disso, a volta de Wagner Moura aos palcos — após seus últimos trabalhos no cinema — traz ainda mais expectativa ao público e mostra sua versatilidade como ator e criador. Com forte presença na dramaturgia nacional e internacional, Moura promete uma performance intensa, que dialoga com política, ética e coletividade.