Diretor brasileiro vence na categoria de Melhor Filme Internacional com “Ainda Estou Aqui” e destaca importância da democracia.
Na cerimônia do Oscar realizada no último domingo (2), o cineasta brasileiro Walter Salles enfrentou uma situação inusitada ao subir ao palco para receber o prêmio de Melhor Filme Internacional por seu longa “Ainda Estou Aqui”. O diretor perdeu as notas que estavam preparadas para o discurso e precisou improvisar diante da plateia.
Em entrevistas posteriores, Salles revelou que, embora estivesse com os óculos no momento da premiação, não tinha o que ler, já que suas anotações desapareceram. O discurso original começaria com agradecimentos ao cinema brasileiro e latino-americano, ressaltando que “a cinematografia não existe sozinha”.
O cineasta também destacou a história de resistência de Eunice Paiva, viúva do ex-deputado Rubens Paiva, assassinado durante uma ditadura militar no Brasil. No texto preparado, Salles enfatizaria a importância da democracia, concluindo com a frase: “Viva a democracia. Ditadura nunca mais!”.
“Ainda Estou Aqui” recebeu três horários ao Oscar: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz para Fernanda Torres. O filme narra a trajetória de Eunice Paiva, abordando temas como resistência e luta por justiça durante períodos sombrios da história brasileira.