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O mercado de trabalho em transformação

Getty Images
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Estudo revela as profissões que devem liderar o mercado e as carreiras que correm risco de desaparecer até 2027

O mercado de trabalho global está passando por transformações profundas e em uma velocidade acelerada. Aquela que é considerada a profissão dos sonhos hoje pode deixar de existir ou mudar completamente de formato em um futuro muito próximo. Um relatório detalhado do Fórum Econômico Mundial jogou luz sobre essa realidade ao mapear as tendências globais e apontar quais carreiras vão dominar o cenário profissional até o ano de 2027, além de alertar sobre as funções que estão perdendo espaço.

Os dados revelam que os setores de tecnologia, inteligência artificial (IA), sustentabilidade e análise de dados estão na liderança isolada dessa corrida pelo futuro. Profissionais focados no desenvolvimento e na aplicação de IA, cientistas de dados, especialistas em segurança digital (cibersegurança) e experts em transformação digital e tecnologia financeira (fintechs) serão cada vez mais disputados pelas empresas. A inteligência artificial, inclusive, desponta como o principal motor de criação de novas oportunidades.

No entanto, o futuro do emprego não se resume ao universo estritamente tecnológico e de escritório. Uma das grandes surpresas dos levantamentos recentes é o forte crescimento esperado para o setor agropecuário. Áreas ligadas à operação de maquinário agrícola e especialistas em sustentabilidade estão em alta, impulsionados pela necessidade urgente de automação no campo e pelas respostas estruturais exigidas pelas mudanças climáticas globais.

Por outro lado, o avanço tecnológico também dita o ritmo do declínio de outras funções tradicionais. Carreiras baseadas em tarefas repetitivas e burocráticas tendem a encolher significativamente ou sumir. Entre os empregos que enfrentam maior risco de desaparecimento estão os cargos administrativos de apoio, como caixas de banco, funcionários de escritórios de correios, secretários executivos, além de auxiliares de escrituração e entrada de dados (digitadores). Diante desse cenário de transição, especialistas apontam que a capacidade de aprendizado contínuo e a flexibilidade para se reinventar serão competências ainda mais valiosas do que a posse de um diploma estático.

Por: Aline Ribeiro e Alice Barbara Rodrigues